English French German Spain Italian Dutch Russian Japanese Korean Arabic Chinese Simplified

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Oblak fica e renova...



O caso Bruma assustou Oblak e assim o jogador decidiu colocar um ponto final no conflicto com o clube e renovar com o Benfica. Não posso deixar de estar feliz com o desfecho deste caso, uma vez que Oblak tem condições não só para fazer parte do plantel do Benfica, como para ser titular de forma quase imediata. Se por vezes critico duramente algumas medidas da direcção do clube, neste caso também tenho a elogiar a forma como tudo foi conduzido. A razão estava da parte do Benfica e era apenas uma questão de tempo até isso ser confirmado e obrigar o jogador a meter a mão na consciência. Penso que a contratação de mais um guarda redes deixa assim de fazer sentido... quer dizer... sentido faria se Jesus não apostar em Oblak.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Entre os pingos da chuva...

O Benfica venceu o seu primeiro jogo no campeonato, mas não se livrou de um valente susto. No finalzinho os jogadores tiveram a alma necessária para conquistar os três pontos e resgatar Jorge Jesus. Resgatar é mesmo o termo, porque aquilo que se viu novamente neste jogo, foram uma série de opções que não se percebem. Aquilo que pudemos observar a olho nú é que a equipa joga de forma insegura e vive dos rasgos individuais dos seus melhores jogadores. Não há um fio de jogo, uma dinâmica colectiva. E quando assim é estaremos sempre mais expostos aos erros.

Há uma série de coisas que não entendo nas escolhas do treinador. Rodrigo e Lima não funcionam juntos.  Djuricic relegando para o banco de suplentes, quando se viu que a sua entrada em campo mexeu com o jogo, como jogador diferenciado que é. Sulejmani entra tardiamente no jogo e "saca" de  uma assistência para golo. Jesus volto a frisar, não consegue tirar o melhor rendimento do plantel que tem à sua disposição, porque vive em função do seu modelo de jogo. Não consegue abrir os horizontes, mudar o que está errado, não consegue evoluír.

Jesus afirmou que é muito mais moralizante vencer um jogo da forma como vencemos, do que se tivéssemos goleado. Certo, até posso concordar. O problema no entanto não está aí. Está na forma como a equipa voltou a evidenciar sinais preocupantes que a vitória em si, não consegue apagar. E o que o passado recente nos demonstra, é que esses sinais vão continuar a aparecer, os mesmos erros, voltarão a ser cometidos. Segue-se uma deslocação à Alvalade onde vai encontrar uma equipa comandada por um bom treinador e que atravessa um bom momento. Uma equipa que ao contrário de nós, vale mais pelo colectivo do que pelas individualidades. E se entrarmos em campo com a mesma forma de jogar, com a mesma filosofia, as chances de sucesso serão diminuídas drasticamente.

Cardozo faz falta ao Benfica. Ou se quiserem, faz falta ao Benfica mais uma opção de peso no plantel. E não me falem de Funes Mori... Foi notória a dificuldade na concretização, Lima teve um jogo muito perdulário, mas não foi só isso. O jogo de Lima vem por aí acima quando acompanhado de Cardozo. Complementam-se muito bem e se a ideia for jogar com dois avançados é uma dupla forte. Já a dupla Rodrigo/Lima não funciona, anulam-se um ao outro. E depois existe sempre a tendência de puxar o Rodrigo como segundo avançado. Não gosto. Nem gosto do jogodor Rodrigo por estes dias... Se Cardozo não ficar no Benfica, creio que teremos um problema no ataque. Lima é bom jogador, mas é o único fora o paraguaio que dá garantias imediatas. Confiar cegamente em Mori ou Rodrigo será um erro...

domingo, 25 de agosto de 2013

Funes Mori e Nélson Oliveira

Funes Mori foi contratado ao River, com poucas provas dadas no futebol argentino. Aliás o seu registo de golos pelo clube de Buenos Aires, não é muito famoso. Mas o Benfica viu nele potencial para fazer parte do plantel. Nélson Oliveira é um jogador com poucas provas dadas ainda no futebol profissional, depois de saír da formação do clube. Mas o Benfica preferiu emprestar o jogador ao futebol francês, retardando uma vez mais a sua possível afirmação no clube. Confesso que este tipo de coisas faz-me um pouco de confusão. Não percebo qual a lógica disto. Poderão dizer-me que desta forma Nélson Oliveira pode jogar com regularidade e mostrar que tem valor para singrar no Benfica. Mas o que eu acho é que a contratação de  Funes Mori foi totalmente escusada, quando temos nos quadros jogadores que podem ser opções no plantel e poderem crescer gradualmente no clube. E se acharem que Nélson Oliveira não é um bom exemplo, talvez Hugo Vieira seja outro que pode caber aqui. A sensação que dá, é que algumas contratações obedecem a outros objectivos, que não fortalecer o Benfica. E disto ando fartinho, fartinho... Quanto a Funes Mori, não vejo como terá grandes chances de provar o valor que supostamente o Benfica confia que ele tem. Não vejo como possa ser um acréscimo de qualidade ao plantel. No fundo o que contratamos foi outro "Kardec".

sábado, 24 de agosto de 2013

Fejsa vem responder às necessidades...



... se Matic permanecer no clube. Neste espaço, por mais do que uma vez, aludi ao facto de não existir no plantel uma alternativa sólida a Matic e que seria importante ir buscar alguém que desse garantias. Fejsa não é um fora de série, mas é um jogador sólido. Não tem a qualidade técnica do seu compatriota, mas é um bom recuperador de bolas e sabe posicionar-se bem defensivamente. É um jogador de processos simples. Arrisca pouco no passe, ou seja, precisa que lhe ofereçam linhas de passe, uma vez recuperada a bola. E nesse particular reside a grande diferença para com Matic. Acho que o Benfica teria no mercado melhores soluções. No entanto não sou contra esta contratação, desde que Fejsa não venha para ser o substituto de Matic no imediato. Porque se isso acontecer, ficamos a perder claramente, visto que aquilo que Matic dá a equipa, Fejsa nunca poderá dar. É um jogador com características diferentes. Saindo Matic, urge a necessidade de ir buscar pelo menos mais um jogador. Se pelo contrário, Matic ficar, então ficamos com um plantel mais equilibrado e que dará maiores garantias quando for necessário haver rotação. Como a saída ou não de Matic pode influenciar tanta coisa no jogo jogado do Benfica... 


Agora venha daí o guarda redes que precisamos...

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Matic às portas da saída...



Parece-me quase inevitável. Matic muito provavelmente vai abandonar o clube em breve, uma vez que vai ter que entrar dinheiro por algum lado. Cardozo, ninguém dará aquilo que Vieira pede, Garay ainda pode sair mas se tal acontecer, o lucro não será muito. Salvio é um activo valioso mas não me parece que alguém vá "perder a cabeça" com ele neste momento. Resta Matic. O sérvio atingiu uma dimensão muito alta no que toca a jogar futebol. É um jogador completo e com características muito raras. Não existem muitos jogadores por essa europa fora, capazes de fazer aquilo que Matic faz. Defende e ataca com a mesma propriedade, qualidade técnica acima da média, visão de jogo assinalável. Qualquer equipa do mundo, repito, qualquer equipa do mundo não descuraria ter o sérvio no plantel. E a sua possível saída deixará marcas na equipa. Tudo isto numa altura em que o Benfica atravessa uma crise que não vale a pena ser disfarçada. Parece-me quase impossível segurar o jogador. Espero é que o Benfica e quem de direito saiba atacar o mercado com critério e contratar dois jogadores para a sua posição. Sim, dois... porque neste momento não existe uma alternativa a Matic.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

E o presidente dar a cara?



São nestes momentos, nas alturas mais difíceis que os dirigentes máximos de cada clube têm que vir para a opinião pública e serenar de alguma forma os seus adeptos. Mas não é isso que vemos no Benfica. O que vemos actualmente no clube é um silêncio absoluto de Luís Filipe Vieira, deixando ainda mais os sócios na expectactiva. Nem uma palavra de conforto, nem uma palavra de esperança, nem uma simples mensagem de alento, nada! Mas quando pelo contrário, a equipa está bem e numa senda de vitórias, a mesma pessoa é a primeira a dar entrevistas e a dar a cara. Isto é tudo o que um presidente de um clube como o Benfica não deve ser. Alguém que apenas aparece quando a maré está a favor, mas que se esconde que nem um rato quando o barco dá sinais de instabilidade. Nada que me surpreenda porém, vindo de quem vem. Quando temos um presidente que não tem a capacidade de retirar a pressão da equipa, pelo menos tentar fazer isso, então está tudo dito sobre a forma como o clube é gerido. Mas há quem goste e que apoie este tipo de atitudes. Aliás, muitos sócios do Benfica acham que têm que estar ao lado de Vieira porque ele  é o presidente, não importando os erros que vão sendo cometidos. Isto não é um fenónemo novo. Não é assim que se defende o clube, não é assim que as coisas vão melhorar. Esta mentalidade precisa mudar rapidamente, sob pena de afundarmos nós próprios ainda mais o clube. Ao que chegamos...

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Que maneira de defender é esta?

O primeiro jogo oficial da temporada apenas demonstrou uma vez mais, a forma como não conseguimos defender de forma segura. E se alguns poderão ter diferentes opiniões sobre que jogador deve ocupar esta ou aquela posição, o problema é mais profundo e vai além de quem joga. O Benfica não tem um sistema defensivo mecanizado. Os jogadores parecem perdidos dentro de campo, cada um tentando fazer o que pode. Não existe uma noção do colectivo suplantar as dificuldades que podem ser criadas pelos adversários. As bolas paradas a nosso desfavor são quase sempre um calafrio. O jogo sem bola do Benfica roça o amadorismo em certas ocasiões. No momento de perda de bola, não raras vezes, a equipa é apanhada em contrapé e o Benfica não sabe lidar de forma adequada com isso. Aquilo que vemos é uma quase total anarquia em termos defensivos.
 
Desengane-se quem pensar que isto é um problema recente. Não vem de agora esta forma de jogar. Vem desde a segunda época de Jesus. Aliás o que salvou a primeira época de Jesus, ou melhor, aquilo que permitia manter o equilíbrio no sistema táctico de Jesus era um jogador chamado Ramires, que defendia e atacava com a mesma intensidade. Que tinha capacidade para recuperar rapidamente após a perda de bola, para se posicionar de forma correcta quando o adversário atacava. Com a saída de Ramires, Jesus deveria ter implementado uma outra forma de jogar. Em vez disso abdicou de um interior direito e colocou um extremo, no caso Salvio. E Salvio é um grande jogador, mas não equilibra a equipa da mesma maneira como fazia o brasileiro. Jogadores com características diferentes. Jesus decidiu continuar com a sua filosofia e o que vimos a partir daí foi uma equipa insegura a defender, que abana quando é pressionada de forma intensa com bola. O problema não foi atacado, os efeitos continuam a sentir-se.
 
Depois sim, podemos falar das escolhas de Jesus. Algumas invenções e teimosias que nos custaram caro ao longo dos anos. Roberto, Emerson, Melgarejo foram exemplos disso mesmo. E se aqui até posso acreditar que nem sempre o treinador tem aquilo que pede, também é preciso dizer que no Benfica quem decide o que fazer em termos de gestão de plantel, nomeadamente no que toca a entradas, tem quase sempre um nome em comum: Jorge Jesus. E se temos normalmente caviar servido do meio campo para a frente, na defesa vai chegando pão com manteiga, com algumas excepções como Garay. A forma como recentemente temos descurado as lacunas na defesa é um dos pormaiores que no final explicam algum do nosso insucesso. Esta temporada assistimos a algo de novo, neste aspecto? Porquê os mesmos erros são cometidos de forma sistemática? Esta pergunta deveria entrar na cabeça de todos os benfiquistas. À primeira cai quem quer. À segunda ou terceira, cai quem for burro ou masoquista. Sinais dos tempos...

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Vieira e Jesus. O dueto que nos destroi...

A derrota previsível na Madeira, os sinais estavam lá...

...para quem os quisesse ver. Alguém está minimamente surpreendido com o desfecho do jogo nos Barreiros? Era mais do que evidente de que a equipa iria entrar sobre brasas e com uma responsabilidade extra nos ombros. Uma responsabilidade extra que foi criada pela incompetência de quem nos dirige e de quem nos treina. As sucessivas novelas, os sucessivos impasses, desde a renovação de Jesus até à permanência ou não de Cardozo, a má pré-época realizada, tudo junto, resultou numa combinação explosiva que só podia dar mau resultado. Neste clube, proteger os jogadores, dar-lhes condições mínimas para que eles possam jogar dentro da normalidade, é coisa que não nos assiste. O que vemos é precisamente o oposto, coloca-se ainda mais pressão sobre os jogadores, não bastasse a pressão natural de jogar num clube como o Benfica. No fundo, colhemos o que semeamos. Mas uma coisa tem que ser dita... o presidente e quem o acompanha tem muita culpa no cartório. O treinador já mostrou que não tem unhas para tocar esta guitarra. Mas a meu ver, a principal culpa está mesmo na maioria dos sócios que apoia esta mediocridade e que não se revolta com o actual estado de coisas. Gente conformista, letárgica, adormecida num sono profundo. É tempo de acordar. É tempo da exigência voltar ao Benfica!
 
A má preparação do jogo por parte de Jesus
 
A forma como Jesus montou a equipa, é de suspirar aos Deuses, o que fizemos nós para merecer isto. Vários erros foram cometidos. Desde logo a titularidade de Maxi em detrimento de Sílvio. O que a pré-época nos mostrou é que Maxi não estava ainda na forma ideal e que Sílvio estava num patamar de competitividade superior. O que o treinador faz? Aposta no jogador que tem menos condições para render. Continuando... Djuricic, é pensado por Jesus como segundo avançado. O quê? Djuricic é um jogador que tem que jogar no centro do terreno como aquilo a que vulgarmente chamamos de playmaker e apesar de ter feito pouco ou nada de relevante durante o tempo que esteve em campo, não será naquela posição descrita por Jesus de "9,5", que vai demonstrar todo o seu enorme valor. Mas por tudo isto já esperava eu... foi apenas a pontinha do icebergue. O mais grave não foi de todo isso... O que raio lhe passou pela cabeça, para desfazer um dos sectores nucleares da equipa, ou seja, porque é que não entrou para o jogo com Matic e Enzo no meio campo? Em vez disso prefere deslocar Enzo para uma ala e dar a titularidade a Amorim. Erro crasso. Numa equipa que à partida tem as suas fragilidades, desfazer precisamente aquele que é um dos seus pontos mais fortes, é dar armas ao adversário desde o início do jogo. Matic e Enzo têm que jogar, sempre que estiverem bem fisicamente, juntos no centro do terreno. Pensava que isso era mais ou menos óbvio para todos. Mas não foi óbvio para quem treina a equipa. Eu até posso tentar perceber qual era a ideia de Jesus, mas cada vez que o tento fazer, mais chego à conclusão de que ele não tem a mínima ideia, de como tirar o melhor rendimento do plantel que tem à sua disposição! Gestão amadora.
 
Que conclusões têm que ser tiradas de tudo isto?
 
A primeira e mais importante, é que a gestão de Luís Filipe Vieira tem que ser posta em causa. Mais do que isso, o Benfica é um clube que se define como vencedor, mas o actual presidente não interpreta essa definição como deveria. O tempo de Luís Filipe Vieira no Benfica terminou. Precisamos de novas ideias, novos ideais, precisamos de alguém que recoloque o clube de acordo com os valores em que foi fundado. O pensar neste presidente como a única salvação disponível e há muita gente que assim pensa, é uma afronta àqueles que durante décadas fizeram do Benfica aquilo que é hoje em palmarés. Antes de Luís Filipe Vieira chegar ao clube, o Benfica já tinha conquistado, 30 campeonatos. 30! Onze anos depois, somamos apenas mais dois. O que fica na história não é a fundação de televisões ou a construção de um museu. O que fica na história e aquilo que permite conquistar a tão falada mística, são os títulos. E no futebol, esses títulos são quase uma miragem. Para quando julgar Luís Filipe Vieira, por aquilo que não consegue fazer (porque é incompetente ou porque simplesmente está-se a marimbar, escolham vocês) para tornar o Benfica um clube vencedor? Ou será que vamos atirar as culpas apenas para o treinador? É que saindo o treinador, e venha quem vier, o maior problema perdurará. E esse tem um nome bem vincado.
 
Jesus tem que sair...
 
...imediatamente. A sua renovação foi patética. Premiamos um treinador que nada ganhou na última época e que já não tinha condições para continuar no clube. Isso nunca, mas mesmo, nunca, deveria ter acontecido. No entanto, e apesar de já estarmos com grande atraso perante o nosso grande rival (e não estou a falar do número de pontos), ainda é tempo de remediar o que está errado. E Jesus não pode continuar a ser o treinador do Benfica. Nem mais um dia. Está mais do que provado, de que o seu ciclo no clube terminou. Para aqueles que começaram a pensar isto, depois da derrota com o Marítimo, tenho que dizer que não vivem o Benfica como deveriam. Vivem o clube como Vieira quer que vocês vivam. Este pensamento seguidista tem que acabar de uma vez por todas. É preciso ser frio e racional por mais que isso nos custe. O dinheiro que o Benfica teria que pagar para Jesus saír, nesta altura não deveria ser o maior obstáculo a sua saída, como sei que é o caso. Porquê? Porque a sua permanência poderá custar ainda muito mais caro ao clube. Segurar Jesus perante tudo o que o Benfica está a viver neste momento, seria não apenas um erro. Seria um absurdo. Mas quem no seu perfeito juízo quer um Benfica à imagem deste treinador, secundado por quem o dirige? É isto que os benfiquistas querem, um clube vazio na sua honra, um clube perdedor? Um clube que personifica a arrogância e os egos em vez de personificar a humildade e a sede de vencer? Isto não é o Benfica. Isto é apenas uma cópia que por sua vez é falsificada do que outrora representou o glorioso Benfica. Que se distinguia pela competência. Pela altivez. Atributos que não pertencem a Jesus.

domingo, 18 de agosto de 2013

Jorge Sousa nos Barreiros...

Não sou do tipo que desculpa os fracassos do Benfica com as arbitragens, aliás penso inclusive que esse discurso está gasto e muitas vezes mais não serve, do que tapar o sol com a peneira. Outra coisa que é preciso ser dita é que independentemente do nome do árbitro, haveria alguém que teria sempre alguma coisa a dizer contra. No entanto e apesar de várias personagens que temos dentro da arbitragem no futebol português, confesso que Jorge Sousa é um dos que mais me causa urticária. Por várias vezes mostrou a sua dualidade de critérios em jogos onde apitou o clube e por várias vezes, nos prejudicou. Não é nem de perto, nem de longe uma nomeação consensual. Bem sei que é a primeira jornada, mas seria bom perceber se o Benfica está atento a certas manobras de bastidores que se vão criando. Porque no passado recente, mostramos que não estivemos.

No entanto e apesar dessa neblina, o Benfica tem que entrar dentro de campo, pensando apenas em si e não se deixar condicionar à partida por quem arbitra o jogo. Esta tem que ser a atitude a tomar. Se formos competentes no que temos a fazer, será muito mais difícil estarmos a mercê seja de quem for. Se formos pelo contrário incompetentes, estaremos mais expostos aos erros, sejam nossos, sejam de outros. O meu principal motivo de desconfiança no jogo contra os insulares, não está no árbitro, está mesmo na própria equipa, ou melhor, no próprio treinador. Mas seria estúpido deixar passar em claro a minha desconfiança para com Jorge Sousa. Ainda para mais quando vejo um Benfica que está voando em grande turbulência e que não consegue ver a pista de aterragem. E para um avião que está com dificuldades para aterrar, o mínimo obstáculo pelo caminho poderá ser o final da viagem. E é por aí que temos que estar preocupados. Ou não jogássemos no "tugão".