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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Vieira: "Obras" versus Títulos

O reinado de Vieira vai longo e é comum dizer-se entre os benfiquistas que quando este chegou ao clube tínhamos as pedras da calçada. Ou que foi ele que nos salvou das garras de Vale e Azevedo, quando foi Vilarinho que o fez. Aliás o fantasma Vale e Azevedo é um argumento muitas vezes utilizado para defender a permanência do actual presidente. A verdade é que a presidência de Vieira tem-se divido entre duas coisas: as "obras" feitas e a falta de títulos relevantes no que toca ao futebol.

No que toca às "obras", foi sobre a sua tutela que se acabou o novo estádio da Luz, mas não foi ele que iniciou esse projecto. Uma obra relevante e que nos orgulha a todos, mas que apesar de merecer elogios, não é nada de outro mundo, quando os nossos dois outros rivais, também tiveram estádios novos. A construção do centro de estágio do Seixal, foi de facto uma grande iniciativa por parte de Vieira. O clube, nomeadamente a sua direcção técnica e jogadores, deixaram de ter a casa às costas e passaram a ter um local privilegiado onde podem treinar e onde a formação pode ser potenciada. Um grande mérito e algo que efectivamente nos faltava. A Benfica TV foi uma plataforma que permitiu ao clube estar mais perto dos sócios, uma acção inédita em Portugal e que nos dias de hoje nos permite a transmissão dos jogos do clube em casa, bem como a transmissão de outros campeonatos como o inglês ou brasileiro. Por outras palavras, significou o rompimento com a Olivedesportos, algo a que os benfiquistas a muito ansiavam. O acompanhamento das modalidades passou também a ser possível para os adeptos que não podem ter acesso aos jogos em Lisboa. A fundação Benfica, foi um projecto bem pensado e que valoriza alguns dos lemas deste clube. Não esquecer quem nos fez bem e ajudar quem mais necessita. E por fim o museu Cosme Damião, é uma "obra" que engrandece a nossa história, um espaço que faltava para que os benfiquistas e não só tivessem a possibilidade de revisitar a história do clube. Tudo isto merece o meu elogio e tudo isto são pontos positivos na era Vieira, pontos a favor no seu reinado.

Mas a nível desportivo, as coisas são muito diferentes. Desde que chegou ao clube, Vieira fez muitas promessas e poucas foram cumpridas. "Teremos a coluna vertebral do futuro campeão europeu", "o Benfica será mais forte que o Real Madrid", "ninguém terá tanto sucesso em Portugal como o Benfica", "se não chegar aos 300 mil sócios em 2008, demito-me", são alguns dos exemplos, mas muitos mais poderiam ser evocados. O que se tem visto sobre a gestão de Vieira é um Benfica completamente desorganizado desportivamente, orfão de um planeamento que permita ao clube ter sucesso. Entrada excessiva de jogadores todos os anos, estratégias erradas durante todas as épocas no que toca a combater os constantes ataques de que somos alvos, inúmeras reorganizações internas que produzem poucos resultados, apoios a figuras ligadas ao sistema, como Fernando Gomes ou Valentim Loureiro. O Benfica com excepção dos 2 campeonatos ganhos em 11 anos, tem sido um barco à deriva e tem perdido terreno época após época para o rival do norte. As constantes desculpabilizações dos insucessos, a falta de exigência reinante entre os sócios, o pensar-se o clube mais como uma empresa do que como um clube desportivo, explicam isso, mas é preciso dizê-lo com todas as letras. A principal causa para a falta de títulos relevantes (abro um parêntesis para falar do sistema que existe, mas que é uma sombra que nós mesmos nos encarregamos de alimentar, por vezes), tem sido a incompetência a todos os níveis. E essa incompetência, essa falta de títulos é disfarçada por aquilo que comecei a falar, as "obras" de Vieira. Poderá separar-se uma coisa da outra?

Eu avalio as coisas globalmente. Eu sou o tipo de sócio que dá importância ao que de bom vai sendo feito em termos de espólio benfiquista, mas que acima de tudo, dá importância a uma coisa: títulos. Consigo observar o que de bom foi feito, mas salta-me à vista aquilo que poderíamos ter sido se fossemos um clube bem gerido desportivamente. E aí meus caros amigos, sabe-me a pouco. Aí Vieira não tem nocão do que está a fazer e é tempo dos sócios pararem de o avaliar apenas por aquilo que tem sido feito, vamos dizer, fora de campo. É tempo dos sócios avaliarem o seu presidente por aquilo que ele não tem sido capaz de fazer no que toca a tornar o Benfica um clube ainda mais forte. E um grande clube, torna-se mais forte, deixa marcas para as gerações futuras se viver de conquistas. É assim que se constroi e se mantém a mística de um clube. É tempo de parar com os fantasmas do passado, de parar de pensar que a melhor solução possível para o Benfica é Vieira. É tempo de abrir os horizontes, avaliar o bom e o mau e tirar uma conclusão por ambas as coisas. Não apenas relevar o bom e esquecer o mau. E aí, Vieira a meu ver, deixa a desejar. Porque no dia, e chegamos já a esse dia, em que os benfiquistas se contentam por estarem na luta, por estarem nas decisões, é o dia onde algo terá que ser feito para se mudar a mentalidade. Ao Benfica só existe um destino, vencer. E quando vence, não dormir à sombra da bananeira sobre o êxito alcançado. E quando não vence, não atirar as culpas para os outros, quando é dentro de portas que temos que primeiro fazer a diferença.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Sidnei ainda vai a tempo?



Duvido. Perdi quase todas as esperanças em relação a este jogador. Reconheço-lhe grandes qualidades a nível futebolístico, mas a sua mentalidade competitiva não é aquela que é exigível para a alta competição. No entanto o Benfica resolveu um problema, para já, com este empréstimo ao Espanhol de Barcelona, resta esperar que o jogador aproveite esta nova oportunidade e consiga relançar a sua carreira, por mais improvável que isso me possa parecer. É triste perceber que um jogador que tem tanto potencial para fazer uma boa carreira, deixe isso passar ao lado em detrimento de coisas que podiam ser facilmente resolvidas. Será que ainda vai a tempo? Agenciado por Jorge Mendes, Sidnei ganha nova chance para mostrar o seu valor. E se isso acontecesse, ganharia o Benfica mais uma opção para a defesa.

O fim anunciado de Melgarejo

Melgarejo depois de ter sido uma aposta pessoal de Jorge Jesus para a lateral esquerda, está perto de deixar o clube e rumar a outras paragens, em princípio num empréstimo com opção de conta. Já o referi aqui o que pensava da sua adaptação, mas o que é certo é que a saída do paraguaio levanta uma outra questão: Quem será a alternativa a Bruno Cortez? Luisinho, está visto que não entra nos planos e bem. Restam Sílvio ou André Almeida. Estará o Benfica bem servido para a lateral esquerda? A não ser que chegue mais alguém, o que acho improvável, penso que temos continuamos com um problema nesta posição. Embora tenha que dizer que Bruno Cortez tem qualidade suficiente para se impor. O problema é se por esta ou aquela razão não possa jogar... avança Sílvio, mostra a tua polivalência...

segunda-feira, 29 de julho de 2013

A contratação de Pizzi




Ou a não contratação, como se queira designar. Ficamos a saber pelo Atlético de Madrid que o seu passe foi vendido ao Benfica, não anunciando os valores, mas englobado na transferência de Roberto. Roberto? Roberto, sim... Roberto pelos vistos ainda era jogador do Benfica... mas a 3 de Agosto de 2011 o clube anunciou à CMVM a transferência dos direitos desportivos de Roberto ao Saragoça e a totalidade dos direitos económicos a outra sociedade... mas que grande confusão que para aqui vai... um negócio às claras! Voltando a Pizzi, a cedência será o passo a seguir. O seu ingresso imediato no Benfica só faria sentido se Salvio ou Gaitán saíssem, o que não me parece que vá acontecer, pelo que rodar ao que tudo indica um ano na liga espanhola, será bom quer para o clube, quer para o jogador. Curioso é que até ao momento em que escrevi este post (22 horas do dia 28 de Julho de 2013) o Benfica nem uma palavra a nível oficial tenha dado sobre o jogador Pizzi. Tudo o que ficamos a conhecer veio do clube, vamos dizer assim, vendedor.

domingo, 28 de julho de 2013

Até sempre Fernando Martins



Partiu Fernando Martins, antigo presidente do Sport Lisboa e Benfica entre 1981 e 1987. Para a história fica conhecido como aquele que mandou fechar o antigo terceiro anel do Estádio da Luz. Sagrou-se bicampeão português de futebol, em 1982/1983 e 1983/1984, sob o comando do treinador sueco Sven-Goran Eriksson, e conquistou três Taças de Portugal (1982/1983, 1984/1985, 1985/1986) e uma Supertaça portuguesa, em 1984/1985. O Benfica Ad Aeternum, endereça as condolências aos seus familiares e amigos. Quem marcou este clube de alguma maneira, jamais será esquecido.

P.S. No entanto a sua amizade por demais conhecida com Pinto da Costa e a defesa pública que fez a este aquando do Apito Dourado, deixam-me um amargo de boca. Mas não vai ser agora que vou falar disto. Paz à sua alma.

Artur continua a demonstrar insegurança...



O Benfica parte para a nova época com um problema na baliza. Depois do que assistimos na temporada passada, o que vemos nesta pré-época é mais do mesmo. Um guardião inseguro, intranquilo e que não transmite a segurança necessária à equipa. Com o caso Oblak a decorrer, torna-se evidente que a baliza pode tornar-se um problema sério, embora esteja mais do que visto que Jesus deposita toda a sua confiança em Artur. Artur, temo dizer, não está à altura das exigências de um clube como o Benfica. A primeira época foi um oásis e o que temos visto é mais perto da sua real mais valia. Um guarda redes que nunca se impôs na Europa em nenhuma equipa, com excepção do Braga, quando Felipe partiu para o Brasil, será sempre um guarda redes que deixaria muitas dúvidas. O que fazer agora? Dar-lhe confiança e esperar que suba o seu rendimento ou ir ao mercado e contratar um jogador com créditos firmados (já que aposta em Oblak não acontecerá)? A resposta para mim é óbvia. É um dos pontos fracos do plantel e um problema que precisa ser solucionado, antes que seja tarde demais e volte a custar-nos pontos ou troféus...

sábado, 27 de julho de 2013

Chega de sofrer golos estúpidos!

O Benfica, mesmo que seja em jogos de pré-época continua a consentir golos de uma forma, vamos dizer, inocente. Sem bola os jogadores não raras vezes estão mal posicionados e não agem como uma equipa. Antes cada um por si o que dificulta naturalmente todo o processo defensivo. Já tive oportunidade de referir isso aqui, mas a cada jogo que se passa, mais salta à vista a incapacidade da equipa em responder ao jogo nas transicções defesa/ataque. E quem pensa que isto é apenas um problema de início de temporada, então está muito bem enganado, pois só quem esteve desatento às últimas épocas é que poderá pensar tal coisa. Há muita coisa a ser corrigida, muito trabalho a ser feito. Quando uma equipa, vive à custa da aceleração dos seus principais jogadores e quando essa mesma equipa perde a bola e não consegue ter um posicionamento defensivo correcto, aliado ao facto de quando temos a bola, não conseguirmos gerir a posse desta, então temos muitos motivos para estar desconfiados da consistência de jogo do Benfica. Existe um distanciamento muito grande entre os sectores da equipa e quando não estamos em posse, os jogadores não se baseiam no colectivo para salvaguardar os pontos fracos. Até a defender tudo é feito por acções individuais. Preocupante...

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Onde encaixa Djuricic?

Jesus descreve-o como um 9,5. Não podia estar mais em desacordo com ele. O melhor jogador para jogar na posição de 9,5, também é sérvio e chama-se Lazar Markovic. Djuricic é um outro tipo de jogador e precisa de jogar de trás para a frente com a bola dominada, rompendo as defesas com a sua técnica e velocidade. Para além disso é alguém que gosta de pensar o jogo, alguém que gosta de ter a bola controlada e procurar as melhores soluções para os colegas, no fundo, o que quero dizer é que Djuricic assume-se sobretudo como um 10, como ele próprio já fez questão de vincar. Temo que Jesus o vá utilizar de forma errada, não tirando proveito das suas características. Colocar Djuricic demasiado perto do ponta de lança, é assassinar o seu futebol, desperdiçar o seu talento. Pensar em Djuricic muitas vezes de costas viradas para a baliza, é imaginar tudo o que ele nunca virá a ser.

Aliás e indo para além de Djuricic, penso que o plantel do Benfica seria muito mais homogéneo se outra táctica fosse utilizada. Acho que aquilo que Jesus pretende implementar, não tira o melhor partido dos jogadores que tem à sua disposição. Não devem ser os jogadores a adaptar-se à táctica do treinador, mas sim o treinador encontrar uma táctica que tire melhor rendimento do que tem no plantel. E simplesmente isso não tem acontecido com o Benfica de Jesus, com excepção da primeira época. Jesus é um treinador que vive na sombra do seu modelo de jogo, que pode ter uma outra variação, mas não consegue ir além disso e isso faz toda a diferença nos momentos de decisão. Voltando a Djuricic, imagino-o imediatamente à frente de Matic e Enzo, gerindo os ritmos de jogo e ao mesmo tempo procurando desequilíbrios. No fundo seria o terceiro elemento do meio campo, que chegaria muitas vezes à frente de ataque, tentado ele mesmo finalizar. Diferente de ser uma espécie de segundo avançado. Pode parecer igual, mas não é.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Ola John precisa de crescer



Foi contratado ao Twente, assumindo-se como uma grande promessa do futebol holandês. Ainda jovem, cedo se percebeu que teria que ser trabalhado e que iria demorar algum tempo até demonstrar o seu potencial. Tempo esse que ainda não acabou. A primeira época de Ola John foi muito irregular. É verdade que chegou a uma nova realidade, teve que se adaptar, mas nota-se que tem ainda muito que crescer. Falta-lhe nervo, atitude, raça. Muitas vezes parece um jogador sem sal, que diambula pelo campo meio perdido nas suas acções. A concorrência esta temporada, será ainda maior do que na época anterior, pelo que não se adivinha tempos fáceis para o jogador holandês. Terá que saber agarrar as oportunidades e crescer à sombra de outros jogadores que no imediato são melhores que ele. Terá essa paciência? Tem muito potencial, mas se quiser subir a outro patamar, terá que mudar a forma como joga, a forma como aborda os lances. Tem que ter uma maior dose de agressividade, maior querer. Penso que é isso que lhe falta.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Será a época de afirmação de Rodrigo?



Com Cardozo de saída, restará ao Benfica Lima e Rodrigo, estando ainda aberta a possibilidade de chegar mais um novo avançado. Rodrigo desde o empréstimo ao Bolton demonstrou muito potencial e capacidade para triunfar num clube com as exigências do Benfica. Não me esqueço daquela temporada onde estava num grande momento de forma, até que Bruno Alves o lesionou... a partir daí todavia, nunca mais conseguiu ter o mesmo rendimento. Tem sido um jogador irregular no clube, mas que vem confirmando as credencias nas selecções jovens espanholas. A verdade é que a concorrência, tem sido muito poderosa, quer Cardozo, quer Lima, ofereciam mais garantias ao treinador, que no entanto não foi deixando de apostar em Rodrigo, sobretudo nas competições europeias. Será esta a época de afirmação de Rodrigo? O ano onde vai confirmar o valor que se lhe reconhece, subindo o seu futebol para um patamar superior? Estará aqui uma janela de oportunidade?

Vamos por partes. Qual a posição onde pode render mais? Muitos dirão como ponta de lança, como o último homem do ataque, explorando a sua velocidade e capacidade de improviso. É dessa forma que se foi notabilizando nas selecções jovens de nuestros hermanos. Jesus tem utilizado Rodrigo muitas vezes como o segundo homem do ataque, ou até em circunstâncias especiais, encostado a uma ala. Poderá esta alternância prejudicar a sua afirmação? Admito que sim, mas acho que o problema no que toca a Rodrigo vai além disso. Rodrigo tem que amadurecer a forma como joga. Precisa pensar mais para o colectivo, pensar além do seu próprio umbigo. Bem sei que um avançado tem que ter os olhos postos na baliza, mas Rodrigo exagera nas jogadas individuais, exagera na forma como tenta por si próprio fazer tudo ao mesmo tempo. E tal irrita-me, porque se souber dosear isso, não só a equipa ficará a ganhar, como o próprio jogador poderá tirar maior partido das suas características. É um jogador egoísta e que precisa abrir os horizontes.

Tudo isso poderá ser corrigido se tiver a oportunidade de jogar mais regularmente. Admito que sim. Vê-se que sempre que é chamado, que está pressionado para fazer a diferença e essa ansiedade claramente o prejudica. Precisa ter mais tranquilidade, jogar o seu futebol de forma natural. Acredito que terá esta época mais minutos de jogo, cabe ao jogador mostrar que tem valor para triunfar.