Casos pendentes à espera de solução. A equipa B espera-os de forma a que possam treinar e manterem-se em forma, mas a equipa B não devia servir para esses propósitos. Comecemos por Carlos Martins. Renovou na temporada transacta e após uma época, não conta para o treinador e está "dispensado". Um claro caso de má gestão. Yannick foi contratado depois de saír em litígio com o Sporting. Uma pequena facada no rival da segunda circular que nos custou cara. Não é um jogador com grande mercado e não é também aposta para Jesus. Porque veio afinal? Jara mostrou na sua primeira época alguma qualidade, mas o seu espaço desapareceu com o tempo. De empréstimo em empréstimo, a batata quente está nas mãos do Benfica. Alguém lembra-se quanto custou? Eu lembro-me. Luisinho foi contratado ao Paços, mas cedo se percebeu que não era uma mais valia. Quais foram então os critérios utilizados para esta aquisição? Difícil perceber. Sidnei foi uma aposta clara do Benfica, mas aqui a culpa é quase exclusiva do jogador que não tem uma mentalidade competitiva adequada à alta competição. Quem o que agora? Hugo Vieira é um bom jogador mas que não entra nas contas do treinador. Não merecia uma oportunidade? Penso que não teríamos nada a perder em dar essa chance. Seja como for, é preciso resolver o quanto antes estes e outros dossiers. E que não se tenha medo de partir para a rescisão de contracto com alguns desses jogadores. Sabendo sempre que terá que ter a concordância dos jogadores em questão.
quarta-feira, 24 de julho de 2013
terça-feira, 23 de julho de 2013
Benfica TV incomoda? Temos pena!
Pinto da Costa lá veio mandar mais uma laracha... segundo ele a Benfica TV está a criar um conflito de interesses e está a violar as regras, pelo Benfica estar a negociar com outros clubes, com vista a transmissão dos jogos desses clubes no canal. Acho engraçado esta preocupação do presidente do Porto quando a Sport TV é accionista da Porto SAD. Já não existe conflito de interesses nesse caso? A Benfica TV será um sucesso e é bem que essas pessoas se acostumem a esse sucesso e perceberem que já não têm a facilidade de intervir nas transmissões televisivas do Benfica com vista a certos jogos sujos nos bastidores.
A saída do Benfica da Olivedesportos foi uma machadada no tão falado "sistema" e daí este incomodo do presidente do Porto para com o que está a acontecer. Mas apesar de ter sido uma medida corajosa e inovadora, não podemos ficar apenas por aí, na luta contra esse mesmo "sistema". Porque ele está bem vivo e encontrará novas formas de nos prejudicar. Ao Benfica compete duas coisas: ser competente nas suas acções e estar atento aos jogos de bastidores. A primeira coisa originará a segunda. Quanto ao presidente do Porto, num país onde se conhece o seu passado e que mesmo assim, passa incólume e sereno perante tudo, deixo-lhe um conselho: Preocupe-se com o Porto Canal. Faça-o crescer se conseguir.
Empréstimo de Nélson Oliveira será um erro
Antes de mais nada, é preciso dizer que Nélson Oliveira desde que chegou a sénior, poderia ter feito mais do que tem feito até ao momento. Tem capacidade e potencial para isso, os anos vão passando e vai ficando marcado nele o estatuto de eterna promessa. Dito isto, o Benfica também tem cometidos erros na gestão desportiva deste jogador. Os empréstimos a que tem sido sujeito, nomeadamente ao Corunha e ao que tudo indica, nesta temporada à uma equipa inglesa, não têm em conta as características do jogador e aquilo que se pretende evoluir nele, se um dia quiser triunfar no clube. No Corunha foi para uma equipa que lutava para não descer de divisão e que jogava quase sempre em contra-ataque. Em Inglaterra, se for mesmo para o Stoke City, encontrará um tipo de futebol baseado no kick and rush, onde mais uma vez não vai de encontro ao seu tipo de futebol. Que ficará o jogador a ganhar com isto, sempre pensando num possível rertono à casa mãe?
Corrigirá os seus pontos fracos? Amadurecerá o jogador? Ficará preparado para jogar num grande clube como o Benfica? Isso dependerá da sua utilização, poderiam-me dizer. Mas mesmo que seja muito utilizado, tenho sérias dúvidas de que cresça como futebolista. O futebol inglês porém tem muitas coisas positivas, desde logo a abordagem que se tem à competição. Nisso o Nélson Oliveira poderá ficar mais a ganhar, poderá ganhar uma cultura de profissionalismo que quiçá agora lhe falta. De resto, tudo será incerto. Continuo a pensar que o melhor para ele, teria sido ficar no Benfica e crescer naturalmente dentro do plantel, estando debaixo de olho do clube e devidamente acompanhado. Continuo a acreditar no seu valor, mas para esse valor despontar, o jogador terá que acordar para a vida, mas o Benfica também terá que saber gerir melhor a sua carreira. Ambas as coisas não têm acontecido. E poderá estar a perder-se mais um grande talento.
segunda-feira, 22 de julho de 2013
O que Jesus vê em Roderick?
Não sei qual será o futuro próximo de Roderick. Se ficará no plantel, jogando na equipa B para ganhar ritmo, se será emprestado a uma equipa de primeira liga para mostrar capacidades (o que talvez fosse o melhor). O que sei, e temos que o dizer sem grandes receios, é que mostra ser um jogador fraquinho, quer a central, quer a médio defensivo. Não tem nesta altura a qualidade necessária para integrar o plantel. Ainda estou por perceber como depois da dispensa do Corunha se integrou o Roderick na equipa principal, dando-lhe inclusive minutos de jogo. Isto é brincar com o fogo. Não percebo o que Jesus vê nele, nem que potencial pode ele explorar ali. Sou um defensor da aposta na formação se os jogadores tiverem talento para triunfar, mas não me parece que o Roderick seja um desses casos.
domingo, 21 de julho de 2013
A (falta de) "estrutura"
É um tema muito em voga no Benfica. A "estrutura". Mas então afinal o que é isso? O que designa, que propósitos serve? A estrutura de um clube de futebol, pode ter algumas variabilidades de uns clubes para outros, mas duas coisas existem sempre em simultâneo. Um presidente e um treinador. Depois abaixo de um e acima de outro (que não de Jesus é claro), podem aparecer outras figuras na hierarquia, que têm determinadas funções muito específicas. Um director desportivo por exemplo (seja lá o que isso for). Quando olhamos para o Benfica, facilmente percebemos que a estrutura do clube é Jesus. É ele quem segura as pontas, é ele quem dá a cara, é ele o ponto central por onde tudo gira. O presidente é a figura máxima do clube, mas se há coisa que já percebemos ao longo destes anos, é que a gestão desportiva não é o seu ponto forte. E não esquecer que entrou no clube pelas mãos de Manuel Vilarinho, justamente como director desportivo. Ora um presidente de um clube como o Benfica se não percebe muito dessa gestão desportiva, terá que estar acompanhado por pessoas que o saibam fazer. É o mínimo que se pode exigir.
Num campeonato com as vicissitudes do nosso, onde o jogo fora das quatro linhas, por vezes, conta tanto ou mais que o jogo jogado dentro de campo, salta à vista que o Benfica não tem uma estratégia correcta para atacar os círculos viciosos que se levantam ano após ano. Acho que não preciso dizer que círculos viciosos são esses. A estratégia de comunicação do clube, deixa a desejar. Raramente o Benfica sai a ganhar numa luta corpo a corpo com os dos costume. Porquê isso acontece com tanta frequência? Será por um qualquer complexo de inferioridade que entretanto foi criado? Talvez dentro de campo. Fora dele o problema é outro. Será que não existe dentro do clube alguém que antecipe todos os cenários negros e esteja preparado para agir na altura correcta, sempre que assim for importante? Será que não existe uma estrutura que para além de planear a gestão desportiva do plantel, possa matar à nascença, todo e qualquer ataque que possa acontecer contra o clube? Não, não existe. O que existe são excepções à regra.
O que mudou da temporada anterior para esta, que nos possa fazer pensar que as coisas podem mudar pela positiva, nesse particular? As pessoas no Benfica, no que ao dirigismo diz respeito, são as mesmas. As convicções idem. Soubemos atacar o nosso ponto fraco dentro da estrutura? Soubemos melhorar a forma como o clube se defende das constantes campanhas orquestradas e com fins muito prejudiciais ao clube? Sinceramente, pensei que depois de tudo o que aconteceu na temporada anterior, que iriam existir algumas mudanças, mas mudanças com M grande, com vista a corrigir alguns erros. Existiu uma pequena mudança todavia, que foi o afastamento de Carraça das funções que ocupava. Uma boa medida e que deveria ter sido tomada a mais tempo. Mas não foi o suficiente para estarmos mais coesos na defesa dos nossos interesses. Existem outras pedras que temos que tirar do caminho. Existe muito mais a ser feito e que está a ser subestimado.
Por fim Jesus. Jesus seria um melhor treinador, e disso não tenho dúvidas algumas, se existisse alguém no Benfica que lhe tomasse a rédea. Alguém que o fizesse perceber que ele é uma peça importante dentro da estrutura, mas que não pode ser a principal. Alguém também que o defendesse quando se expõe em demasiado e não raras vezes tal acontece. Alguém que lhe desse todas as condições para que pudesse apenas preocupar-se com o treinar a equipa, alguém que conseguisse domar o seu ego, embora aqui, tenha que reconhecer que tal seria difícil. Essa pessoa no actual Benfica está por aparecer. É um vazio, um buraco negro. E tudo isto poderia ou não ser feito por apenas uma pessoa. Falar de estrutura no Benfica é falar de algo abstracto. Algo não palpável. Existe competência dentro do clube, mas existe também muita incompetência, assistida de camarote por muitos sócios (a maioria) com um nível de exigência a roçar o absurdo. Quo vadis Benfica?
O que fazer com Melgarejo?
Depois da boa temporada que tinha feito no Paços de Ferreira, ninguém imaginaria o que estaria à espera do jogador quando este regressasse ao Benfica. Jesus olhou para ele, para as suas características e tentou adaptá-lo à lateral esquerda, posição onde o clube estava desfalcado, mesmo com a contratação de Luisinho (que ainda está por entender). E este tipo de adaptações têm os seus riscos naturais. Coentrão sofreu o mesmo processo, com inteiro sucesso, mas é um jogador com qualidades inatas que Melgarejo não tem, nem nunca terá. Passada uma época, a conclusão que podemos tirar da adaptação de Melgarejo, é que esta foi falhada. Não foi por acaso aliás, que nos últimos jogos a doer do Benfica na época transacta que o paraguaio foi ultrapassado por André Almeida. O que fazer então agora?
1- Dar mais uma oportunidade ao jogador nessa posição?
2- Devolver o jogador ao seu habitat natural?
3- Emprestar ou vender Melgarejo?
sábado, 20 de julho de 2013
Pizzi seria uma mais valia?
Pizzi é um bom jogador. Acho que ninguém duvida disso. Mas quando olho para as suas características, penso que se adequaria melhor a um sistema diferente do sistema que Jesus costuma utilizar. Se atentarmos aoo rival do norte, Pizzi seria alguém perfeito para interpretar um 4-3-3, jogando sob uma das alas, estando perto das zonas de finalização, fanzendo uso da sua capacidade de improviso. Um pouco diferente da forma como o Benfica de Jesus habitualmente joga. Se vamos pensar em Pizzi, terá que surgir duas questões. A primeira é que a sua entrada teria que resultar da saída de um dos extremos. E aí apesar de achar que temos soluções em quantidade suficiente, nunca negaria entrada de de um jogador com as suas qualidades. A segunda é que Pizzi nunca poderá ser uma alternativa ao ponta de lança, como já vi por aí referido em alguma comunicação social. É um jogador que precisa de espaço, que precisa de vir com a bola controlada e cuja finalização, apesar de ser razoável, nunca será compatível com a de um "matador".
Pelo que, pergunto. Deveria o Benfica avançar para a sua contratação, vamos supor para colmatar uma possível saída de Salvio. Já respondi anteriormente a esse pergunta. Mas não posso deixar de dizer que é um jogador interessante e que acrescentaria sempre qualidade ao plantel. Não saindo Salvio, acho que essa questão nem se coloca... deixa de fazer qualquer sentido. O facto de termos poucos jogadores portugueses no plantel, pode ser um factor importante nestas contas. De uma coisa tenho certeza. O Benfica, mesmo com a suposta saída de "Toto" está bem servido para as alas. E Pizzi, no Benfica, não teria de forma alguma assegurado uma utilização regular, face à qualidade das opções existentes no plantel. E em ano de mundial, o jogador, antes de mais nada, quererá, marcar presença no lote dos convocados de Paulo Bento. O que fazer? Segurar Salvio se possível. Se não for, ir à luta com o que temos. Sem qualquer receio.
sexta-feira, 19 de julho de 2013
O Benfica ficaria menos forte sem Salvio?
É um excelente jogador. O assédio de outros clubes mais endinheirados não é de espantar. Tem mercado e é um dos grandes activos do clube. O Benfica com Salvio ganha um jogador que garante golos e assistências, mas mais do que isso garante alguém que pode mexer com o jogo de um momento para outro, alguém que tem a capacidade de desequilibrar e fazer a diferença. É uma das peças importantes da equipa. Mas será insubstituível, caso surja uma boa proposta?
As alas é justamente onde o Benfica na minha forma de ver está bem mais servido. Na posição onde Salvio costuma actuar, há Sulejmani e Urreta. Mas pode haver Gaitán ou Ola John, tudo dependerá das opções do treinador. Apesar de ser um membro importante da equipa, poderia-se equacionar o cenário da sua venda, mas saindo, seria necessário ir buscar alguém que o possa substituir?
A resposta de Jesus penso que consigo adivinhar. A minha é que apesar de em termos teóricos ficarmos mais fracos (o que é verdade), existem soluções suficientes no plantel em número e qualidade para colmatar a sua saída. A ter que investir ainda no plantel, seguramente não investiria na aquisição de mais um extremo, antes direccionava esse dinheiro para outras posições que estão em défice. Dito isto, espero que o jogador permaneça no plantel, mas irei entender a sua possível venda, ainda para mais quando o clube vive numa realidade económica difícil e preocupante, apesar de muitas vezes escondida. Mas aceitaria apenas tudo o que fosse acima dos 30 milhões de euros. Menos que isso, nem pensar.
Miguel Rosa tem qualidade para fazer parte do plantel?
Miguel Rosa é um produto das escolas de formação do Benfica, que tem rodado por alguns clubes enquanto sénior, sempre com boas prestações, embora tenha-se que dizer que a realidade da segunda liga, não é a mesma da primeira liga. No entanto, mostrou potencial para aspirar a algo mais. A época passada, competiu na equipa B e fez uma temporada regular. Mas nunca teve uma oportunidade de Jesus para estrear-se pela equipa principal, sempre se foi percebendo que é um jogador que não entra nas contas do treinador. O que fazer agora? Rodar novamente na equipa B, tendo o jogador a expectactiva de integrar o plantel principal (o que todos sabemos que dificilmente acontecerá), ou vender o jogador, assegurando um futuro direito de preferência, bem como uma percentagem do seu passe?
Pessoalmente acho que Miguel Rosa tem qualidade para integrar o plantel do Benfica, se existisse por parte do treinador confiança nas suas capacidades. Mas entremos na cabela de Jesus por uns instantes... Se joga como ala, tem concorrência de peso e pouco ou nulo espaço de afirmação. No centro do terreno, poderia ser o caso de pensarmos que conseguiria fazer a posição oito, dando mais uma alternativa à equipa para além de Enzo, André Gomes ou até Amorim. Em ambos os casos, teria vida difícil, pois as escolhas de Jesus estão já feitas. Resta a hipótese de poder jogar como 10, posição que acho que não beneficia as suas características. Tudo somado, parece-me que o melhor, quer para o clube, quer para o jogador é cada um seguir o seu caminho de forma natural. Miguel Rosa tem o direito de querer competir regularmente na primeira liga e merece a chance de provar o seu valor. Ao clube, restará assegurar que estará atento à sua evolução.
quinta-feira, 18 de julho de 2013
A forma como o Benfica (não) defende
O Benfica é uma equipa que sente muitas dificuldades no processo defensivo. Com bola, o dna do Benfica de Jesus é quase sempre explorar os principais dequilibradores, procurando acções individuais. Ofensivamente o Benfica vive no limite da vertigem. Faz acelerações mas nem por isso controla o jogo. Defensivamente, quando a equipa não tem a bola, é visível que não existe um trabalho bem feito na forma como os jogadores se posicionam. Não é difícil a qualquer adversário, estar em superioridade numérica perto da nossa baliza. O sucesso ou não dessas acções dependerá da qualidade dos executantes. Mas a facilidade com que se chega à nossa grande área é preocupante e um problema que não é novo... vem-se a arrastar vai para 3 anos já... sem existirem significativas melhoras. O Benfica sem bola é inseguro e com bola, não consegue fazer uma posse racional, meter "gelo" no jogo. Sente-se com o pescoço apertado.
É só atentar ao que tem sido os nossos jogos de pré-época, embora sejam "apenas" amigáveis e dando o desconto de estarmos ainda a começar a temporada. Mas os mesmos erros, continuam lá. Os sinais são idênticos, o filme repetido. Vivemos à custa dos golos que marcamos, porque os conseguimos fazer muitas vezes e termos intérpretes do meio campo para a frente de bom nível. Mas Jesus subestima o processo defensivo em demasia. O meio campo vive muito à base da grande qualidade de Matic e Enzo, mas não podem nem conseguem estar em todo o lado, se o adversário for de um nível semelhante. Os espaços aparecem de forma inocente. Basta o adversário colocar um homem a mais no centro do terreno, quando o Benfica está em transicção defensiva, ou seja, quando perde a bola e posiciona-se em em busca de a recuperar, que a equipa sente uma dificuldade natural, treme, abana, obrigando a um grande desgaste do meio campo e expondo a defesa a calafrios. Quantas e quantas jogadas assim, já não vimos nós?
Não me parece que esta época a coisa vá ser diferente. Um treinador que tem uma ciência para o futebol, tem que ter em conta que a ciência precisa de alicerces. De bases. E Jesus esquece, que por mais que tenha um plantel com muitas e boas soluções para o ataque, por mais que tire desses jogadores o melhor rendimento possível, o alicerce de uma equipa tem que começar pela defesa e pela forma como sabe responder nos processos defensivos. A defesa ganha campeonatos. Algo que é dito na boca do povo, mas que tem grande fundo de verdade. Por vezes não fico incomodado por sofrer golos, fico incomodado é pela forma como os sofremos. Erros infantis e que nos custam em momentos decisivos muito caro. No dia em que ver o Benfica de Jesus saber gerir a posse de bola, ser cerebral, ter paciência para provocar o erro no adversário, será o dia em que eu vou saber que o Benfica melhorou a defender. O que tem uma coisa a ver com outra? Fica nas entrelinhas.
Não me parece que esta época a coisa vá ser diferente. Um treinador que tem uma ciência para o futebol, tem que ter em conta que a ciência precisa de alicerces. De bases. E Jesus esquece, que por mais que tenha um plantel com muitas e boas soluções para o ataque, por mais que tire desses jogadores o melhor rendimento possível, o alicerce de uma equipa tem que começar pela defesa e pela forma como sabe responder nos processos defensivos. A defesa ganha campeonatos. Algo que é dito na boca do povo, mas que tem grande fundo de verdade. Por vezes não fico incomodado por sofrer golos, fico incomodado é pela forma como os sofremos. Erros infantis e que nos custam em momentos decisivos muito caro. No dia em que ver o Benfica de Jesus saber gerir a posse de bola, ser cerebral, ter paciência para provocar o erro no adversário, será o dia em que eu vou saber que o Benfica melhorou a defender. O que tem uma coisa a ver com outra? Fica nas entrelinhas.
Assinar:
Postagens (Atom)





