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sábado, 20 de julho de 2013

Pizzi seria uma mais valia?



Pizzi é um bom jogador. Acho que ninguém duvida disso. Mas quando olho para as suas características, penso que se adequaria melhor a um sistema diferente do sistema que Jesus costuma utilizar. Se atentarmos aoo rival do norte, Pizzi seria alguém perfeito para interpretar um 4-3-3, jogando sob uma das alas, estando perto das zonas de finalização, fanzendo uso da sua capacidade de improviso. Um pouco diferente da forma como o Benfica de Jesus habitualmente joga. Se vamos pensar em Pizzi, terá que surgir duas questões. A primeira é que a sua entrada teria que resultar da saída de um dos extremos. E aí apesar de achar que temos soluções em quantidade suficiente, nunca negaria entrada de de um jogador com as suas qualidades. A segunda é que Pizzi nunca poderá ser uma alternativa ao ponta de lança, como já vi por aí referido em alguma comunicação social. É um jogador que precisa de espaço, que precisa de vir com a bola controlada e cuja finalização, apesar de ser razoável, nunca será compatível com a de um "matador".


Pelo que, pergunto. Deveria o Benfica avançar para a sua contratação, vamos supor para colmatar uma possível saída de Salvio. Já respondi anteriormente a esse pergunta. Mas não posso deixar de dizer que é um jogador interessante e que acrescentaria sempre qualidade ao plantel. Não saindo Salvio, acho que essa questão nem se coloca... deixa de fazer qualquer sentido. O facto de termos poucos jogadores portugueses no plantel, pode ser um factor importante nestas contas. De uma coisa tenho certeza. O Benfica, mesmo com a suposta saída de "Toto" está bem servido para as alas. E Pizzi, no Benfica, não teria de forma alguma assegurado uma utilização regular, face à qualidade das opções existentes no plantel. E em ano de mundial, o jogador, antes de mais nada, quererá, marcar presença no lote dos convocados de Paulo Bento. O que fazer? Segurar Salvio se possível. Se não for, ir à luta com o que temos. Sem qualquer receio.


sexta-feira, 19 de julho de 2013

O Benfica ficaria menos forte sem Salvio?



É um excelente jogador. O assédio de outros clubes mais endinheirados não é de espantar. Tem mercado e é um dos grandes activos do clube. O Benfica com Salvio ganha um jogador que garante golos e assistências, mas mais do que isso garante alguém que pode mexer com o jogo de um momento para outro, alguém que tem a capacidade de desequilibrar e fazer a diferença. É uma das peças importantes da equipa. Mas será insubstituível, caso surja uma boa proposta?


As alas é justamente onde o Benfica na minha forma de ver está bem mais servido. Na posição onde Salvio costuma actuar, há Sulejmani e Urreta. Mas pode haver Gaitán ou Ola John, tudo dependerá das opções do treinador. Apesar de ser um membro importante da equipa, poderia-se equacionar o cenário da sua venda, mas saindo, seria necessário ir buscar alguém que o possa substituir?

A resposta de Jesus penso que consigo adivinhar. A minha é que apesar de em termos teóricos ficarmos mais fracos (o que é verdade), existem soluções suficientes no plantel em número e qualidade para colmatar a sua saída. A ter que investir ainda no plantel, seguramente não investiria na aquisição de mais um extremo, antes direccionava esse dinheiro para outras posições que estão em défice. Dito isto, espero que o jogador permaneça no plantel, mas irei entender a sua possível venda, ainda para mais quando o clube vive numa realidade económica difícil e preocupante, apesar de muitas vezes escondida. Mas aceitaria apenas tudo o que fosse acima dos 30 milhões de euros. Menos que isso, nem pensar.


Miguel Rosa tem qualidade para fazer parte do plantel?


Miguel Rosa é um produto das escolas de formação do Benfica, que tem rodado por alguns clubes enquanto sénior, sempre com boas prestações, embora tenha-se que dizer que a realidade da segunda liga, não é a mesma da primeira liga. No entanto, mostrou potencial para aspirar a algo mais. A época passada, competiu na equipa B e fez uma temporada regular. Mas nunca teve uma oportunidade de Jesus para estrear-se pela equipa principal, sempre se foi percebendo que é um jogador que não entra nas contas do treinador. O que fazer agora? Rodar novamente na equipa B, tendo o jogador a expectactiva de integrar o plantel principal (o que todos sabemos que dificilmente acontecerá), ou vender o jogador, assegurando um futuro direito de preferência, bem como uma percentagem do seu passe?

Pessoalmente acho que Miguel Rosa tem qualidade para integrar o plantel do Benfica, se existisse por parte do treinador confiança nas suas capacidades. Mas entremos na cabela de Jesus por uns instantes... Se joga como ala, tem concorrência de peso e pouco ou nulo espaço de afirmação. No centro do terreno, poderia ser o caso de pensarmos que conseguiria fazer a posição oito, dando mais uma alternativa à equipa para além de Enzo, André Gomes ou até Amorim. Em ambos os casos, teria vida difícil, pois as escolhas de Jesus estão já feitas. Resta a hipótese de poder jogar como 10, posição que acho que não beneficia as suas características. Tudo somado, parece-me que o melhor, quer para o clube, quer para o jogador é cada um seguir o seu caminho de forma natural. Miguel Rosa tem o direito de querer competir regularmente na primeira liga e merece a chance de provar o seu valor. Ao clube, restará assegurar que estará atento à sua evolução.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

A forma como o Benfica (não) defende

O Benfica é uma equipa que sente muitas dificuldades no processo defensivo. Com bola, o dna do Benfica de Jesus é quase sempre explorar os principais dequilibradores, procurando acções individuais. Ofensivamente o Benfica vive no limite da vertigem. Faz acelerações mas nem por isso controla o jogo. Defensivamente, quando a equipa não tem a bola, é visível que não existe um trabalho bem feito na forma como os jogadores se posicionam. Não é difícil a qualquer adversário, estar em superioridade numérica perto da nossa baliza. O sucesso ou não dessas acções dependerá da qualidade dos executantes. Mas a facilidade com que se chega à nossa grande área é preocupante e um problema que não é novo... vem-se a arrastar vai para 3 anos já... sem existirem significativas melhoras. O Benfica sem bola é inseguro e com bola, não consegue fazer uma posse racional, meter "gelo" no jogo. Sente-se com o pescoço apertado.

É só atentar ao que tem sido os nossos jogos de pré-época, embora sejam "apenas" amigáveis e dando o desconto de estarmos ainda a começar a temporada. Mas os mesmos erros, continuam lá. Os sinais são idênticos, o filme repetido. Vivemos à custa dos golos que marcamos, porque os conseguimos fazer muitas vezes e termos intérpretes do meio campo para a frente de bom nível. Mas Jesus subestima o processo defensivo em demasia. O meio campo vive muito à base da grande qualidade de Matic e Enzo, mas não podem nem conseguem estar em todo o lado, se o adversário for de um nível semelhante. Os espaços aparecem de forma inocente. Basta o adversário colocar um homem a mais no centro do terreno, quando o Benfica está em transicção defensiva, ou seja, quando perde a bola e posiciona-se em em busca de a recuperar, que a equipa sente uma dificuldade natural, treme, abana, obrigando a um grande desgaste do meio campo e expondo a defesa a calafrios. Quantas e quantas jogadas assim, já não vimos nós?

Não me parece que esta época a coisa vá ser diferente. Um treinador que tem uma ciência para o futebol, tem que ter em conta que a ciência precisa de alicerces. De bases. E Jesus esquece, que por mais que tenha um plantel com muitas e boas soluções para o ataque, por mais que tire desses jogadores o melhor rendimento possível, o alicerce de uma equipa tem que começar pela defesa e pela forma como sabe responder nos processos defensivos. A defesa ganha campeonatos. Algo que é dito na boca do povo, mas que tem grande fundo de verdade. Por vezes não fico incomodado por sofrer golos, fico incomodado é pela forma como os sofremos. Erros infantis e que nos custam em momentos decisivos muito caro. No dia em que ver o Benfica de Jesus saber gerir a posse de bola, ser cerebral, ter paciência para provocar o erro no adversário, será o dia em que eu vou saber que o Benfica melhorou a defender. O que tem uma coisa a ver com outra? Fica nas entrelinhas.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Perdoar vale a pena?

Cardozo regressou de férias, ainda com futuro incerto. Desde a final da taça de Portugal, muitas coisas se escreveram sobre este dossier. Se sai ou fica... parece-me claro que por vontade de Jesus, Tacuara irá jogar para outras paragens, porque ao aceitar de volta Cardozo, estaria a passar a mensagem de que que a disciplina no clube não existe. O que será o melhor para o Benfica neste caso?

O Benfica fazer de Cardozo uma bandeira de que a disciplina impera, de que actos irresponsáveis são punidos, dizendo indirectamente aos outros jogadores do plantel, de que ali é Jesus que manda?

Ou Jesus ter um acto de complacência para com Cardozo, permitindo ao paraguaio ficar no plantel, ganhando a frente de ataque, mais uma opção de peso?

Parece-me a mim, que quer uma opção, que outra, trará algumas consequências negativas. Resta então tentar saber qual a solução que trará mais benefícios... e essa para mim, seria a permanência de Tacuara. Cardozo é um líder. Tem vontade de vencer. Sente as derrotas na pele, muitas vezes é decisivo nos momentos chave, gostando ou não das suas características, é um jogador importante. E se houve coragem para renovar com um treinador, que nos últimos três anos, não conseguiu ganhar um campeonato, também deveria existir coragem, para perdoar uma atitude irreflectida de Cardozo, embora punida internamente. Porque o Benfica, com Cardozo, terá sempre uma coisa. Golos.

Olho na pérola: Bernardo Silva


Fica aqui inaugurada uma rúbrica do Benfica Ad Aeternum. O "Olho na pérola" pretende observar e destacar alguns talentos que têm potencial para representar o clube. E esta rúbrica é inaugurada por um jovem jogador proveniente das nossas camadas jovens, de seu nome Bernardo Silva. De aspecto franzino, quando se olha para o Bernardo, à primeira vista diríamos que não víamos ali nada que te fizesse dizer que é jogador de futebol. Mas é só ver a bola nos seus pés para se perceber que é um jogador como poucos. Visão de jogo, inteligência, progressão com bola, tecnicamente acima da média para a sua idade (é da geração de 94) e pormenores quue estão ao alcance de poucos e que não deviam escapar aos olhos dos responsaveis do clube. Antes de mais nada, precisam desaparecer dois estigmas no Benfica: que os jogadores franzinos não dão jogadores e que a aposta na formação seja feita apenas no plano teórico. Se há qualidade o único defeito é negligenciar essa mesma qualidade. Já tive a oportunidade de abordar isso aqui.

Em princípio Bernardo Silva será integrado na equipa B na próxima temporada. É uma medida que faz sentido, pois assim poderá competir num patamar superior e estar mais preparado para o futebol de alta competição. Mas eu teria ido mais longe. É tal o talento deste jogador que eu teria lhe dado a pré-época com a equipa principal. Sei que ao ler isto, alguns de vocês poderão pensar que seria uma decisão precipitada mas a meu ver, seria mais um passo rumo à sua evolução. De referir que o percurso do Bernardo nas camadas jovens é curioso. Na época passada, foi um jogador muito utilizado, dando nas vistas, mas antes disso nem por isso jogava muito, ainda que sempre que o fizesse, tivesse deixado boas indicações. Foi alguém cuja utilização foi feita aos soluços, em detrimento de outros "meninos" que nem metade do talento dele, tinham (para ser simpático). Quem anda por dentro da formação do Benfica, saberá disto, melhor que eu. E saberá as razões para tal.

Certo é que o Benfica tem aqui um possível activo que se for bem gerido, pode tornar-se num caso sério. E é precisamente isso que me preocupa. Claro que o jogador, também terá que saber corresponder dentro de campo, mas isso estou convicto de que o fará. Se não o conhecem, fixem este nome e tentem acompanhar alguns jogos daqui por diante.  Um médio ofensivo dinâmico que tanto pode fazer de oito como de dez, sendo que se me perguntarem, será precisamente na posição oito que poderá ter mais futuro pois as suas características são compatíveis com esse lugar. Certamente um dos maiores talentos vindos da formação do Benfica nos últimos anos. E um dos tais que aparecem muito poucas vezes em cada geração.

terça-feira, 16 de julho de 2013

O que falta ainda ao plantel?

A época já arrancou e chegaram vários jogadores ao clube. Se havia lacunas nas faixas laterais da defesa, chegaram Sílvio e Cortez. Na zona central da defesa, Mitrovic, Lisandro e Steven Vitória foram contratados. Amorim regressa e pode ser mais uma solução para o meio campo (resta saber exactamente onde). Nas alas Markovic e Sulejmani garantem muita qualidade ao jogo da equipa. Djuricic vai lutar com Gaitán (que pode actuar também nas alas atacantes) por um lugar no meio. Faltará alguma coisa ao plantel? As contratações até ao momento foram acertadas?

Vamos à primeira pergunta. Sim, falta ainda pelo menos colmatar uma lacuna do plantel, ou melhor contratar um jogador que possa ser uma boa alternativa a Matic. Não subestimemos a importância deste assunto. O sérvio é um grande jogador, mas a época é longa, poderão haver lesões e castigos e será preciso ter no plantel alguém que ofereça à equipa um bom rendimento. Podem-me perguntar... Amorim poderá ser esse jogador? Não creio. Não penso que tenha a dinâmica necessária para ser o primeiro médio à frente dos centrais, nem a disponibilidade física para tal. Para além do que Amorim não é propriamente forte nas marcações, nem as suas características adequam-se à posição. É bom que tenhamos isto em conta...

Depois, a baliza do Benfica, na minha forma de ver as coisas, continua a ser um problema por resolver. A inconstância de Artur que já custou caro ao clube, não me permite pensar que estamos bem servidos na baliza. Oblak poderia ser a solução, mas ao que parece vamos ter um nova novela de verão em torno deste jogador. O clube poderia vir a terreno esclarecer algo sobre o assunto, confirmar ou desmentir as notícias que têm saído (como tantas vezes o fez anteriormente) mas até ao momento, o silêncio faz-se sentir. Independentemente disso, salta à vista que uma equipa precisa de ter na baliza um dos pilares da equipa e isso não acontece neste Benfica, pelo que poderemos sofrer alguns amargos de boca novamente no futuro.

Quanto à segunda pergunta, globalmente estou satisfeito com as aquisições feitas até ao momento, ainda que existam algumas incógnitas, como serão os casos de Mitrovic ou Cortez por diferentes razões. Mitrovic porque teremos mesmo de esperar para ver a sua valia. Cortez, porque vai necessitar de algum tempo para se adaptar à nova realidade e isso numa equipa que tem que ter resultados imediatos é sempre uma desvantagem. Mas se alguém pensa que são apenas os jogadores que no Benfica fazem a diferença com vista a ganhar títulos, está enganado. O condutor de homens que temos ao leme, como já provou inúmeras vezes, tem a tendência de falhar nos grandes momentos. E a sua maneira de lidar com os jogadores, não é compatível com um líder. E isso faz toda a diferença num campeonato que tem as vicissitudes do nosso. Não basta lutar contra os outros. Muitas vezes temos que lutar contra nós mesmos, contra a nossa incompetência. Fica mais difícil...

Luis Fariña para quê?

Está prestes a chegar mais um jogador para o Benfica. Luis Fariña de seu nome chegará do Racing e assinará por cinco anos em princípio. Vamos ao que interessa.

Questão 1: É bom jogador?

É um bom jogador, embora tenha algumas dúvidas sobre a sua condição física. Assume-se como um "enganche" ou seja um constructor de jogo, alguém que gosta de pegar o jogo da equipa e transportar a bola. Veloz, tem uma dinâmica interessante, possuidor de boa técnica. Mas então já não tínhamos o Djuricic e o Gaitán? Ou será que o Gaitán está de saída? Se sim até posso perceber o alcance desta contratação. Mas duvido que tal aconteça. Pode ainda fazer a posição oito e nesse sentido poderá ser o caso de Jesus pensar nele como uma alternativa a Enzo. Mas se tal acontecer, o que fazer com André Gomes e para quê a volta de Amorim? O que me leva à segunda questão.

Questão 2: Percebe-se o sentido desta contratação?

Não, ponto. Mas deve ser classificado como uma boa oportunidade de negócio. Mais uma. Contratamos mais um jogador para o meio campo, vamos dizer, com características mais ofensivas, mas fomos buscar um lateral esquerdo por empréstimo com cláusula de opção. É para poupar certamente.

Questão 3: Não haveria outras lacunas por colmatar e onde deveríamos investir?

Sim e disso falarei brevemente.

Questão 4: Quem fica a ganhar com isto?

O Benfica não acho que fique. Alguém no entanto ficará. Não está em causa a qualidade do jogador, mas sim o critério no ataque às lacunas do plantel. Mais um jogador para a lista. Boa sorte para ele.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Luisão, Lisandro, Steven, Mitrovic, Jardel serão suficientes?

Garay como seria esperado vai embora. O nosso melhor jogador no centro da defesa vai partir rumo a outras paragens, seria sempre uma questão de tempo. O que nos leva à seguinte questão? Os outros jogadores que o Benfica actualmente dispõe são suficientes para garantir a qualidade necessária para à equipa? Luisão está na fase descendente da sua carreira. Ainda é um jogador que oferece um bom nível, pela sua experiência mas a cada ano que passa, vai-se percebendo que é tempo de acautelar o futuro. Lisandro chegou agora, é um central que vem de outra realidade e teremos de esperar para perceber se não vai sentir dificuldades na adaptação ao ritmo europeu. Steven foi contratado ao Estoril, mas poucos acreditarão que possa ser uma solução constante no eixo da defesa, já que a dupla titular deverá ser Luisão/Lisandro. Mitrovic é um jogador desconhecido, mas com características interessantes, no entanto é ainda uma incógnita e só com o passar do tempo poderemos tirar as dúvidas. Jardel está mais perto de sair do que de ficar, pelo que se impõe perguntar? É suficiente? Estamos mais fortes ou mais fracos?

A transformação de Enzo


Enzo Pérez foi contratado ao Estudiantes e vinha rotulado de um jogador com grande categoria, se bem que se pensava nele sobretudo como médio ala. No entanto a sua permanência no clube não foi duradora, após uma lesão e uma difícil adaptação ao Benfica, em Janeiro voltou para a argentina e para a equipa de onde tinha vindo anteriormente. Parecia que ia ser mais um caso perdido, mais um activo que poderia perder-se de empréstimo em empréstimo, se bem que este activo tivesse uma qualidade inquestionável. Felizmente que isso não aconteceu.

Iniciava então a época de 2011/2012 e o Benfica tinha acabado de vender Javi Garcia e Witsel, sendo que o belga foi vendido depois do mês de Agosto. Jesus tinha que jogar com o que tinha e apostou em Enzo para a zona central do meio campo e em Matic para o lugar de Javi. Estava assim encontrado o novo meio campo do Benfica que tão bem deu conta do recado durante a época. Enzo adaptou-se à nova posição de forma rápida e cedo fez esquecer Witsel. Jogador inteligente com ou sem bola, bom condutor de jogo, forte na marcação, dinâmico nas suas movimentações, tornou-se por direito próprio, uma das peças fundamentais da equipa, uma das pedras basilares do plantel. E agora dificilmente imaginamos um onze do Benfica, sem Enzo Pérez. Uma história com final feliz. Jesus teve o mérito nesta situação.