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segunda-feira, 8 de julho de 2013

Qual será o papel de Gaitán?


Chegou Markovic e Sulejmani para as alas. Djuricic para o nove e meio como afirmou Jesus. Gaitán deverá permanecer no plantel do Benfica e ainda bem que é assim. Isto porque desta forma, permite a quem chega ir crescendo dentro do clube, tendo mais tempo para adaptarem-se à uma nova realidade. Nico é um jogador de grande qualidade, alguém que tem nos seus pés, a capacidade de desequilibrar um jogo através de um rasgo individual, alguém que não tem receio em ir para cima dos adversários em busca de algo que possa ser útil à equipa. No entanto peca por alguma irregularidade, não tem conseguido ser consistente nas suas exibições, mas acrescenta muito à equipa e por isso a sua possível permanência, será uma boa notícia e permitirá ao treinador ter mais opções, tornando o jogo da equipa mais imprevisível. Aliás essa será uma das grandes vantagens que Jesus terá esta temporada... do meio campo para a frente, para as faixas laterais ou para o ataque, as soluções abundam. Boas soluções e com diferentes características.


domingo, 7 de julho de 2013

Saída de Garay é inevitável?


Parece ser uma questão de tempo até o central argentino deixar a luz. Sem quaisquer margem para dúvidas foi um dos melhores centrais a passar pelo Benfica nos últimos anos. Lembro-me de Ricardo Gomes, Aldaír, Mozer, Gamarra, David Luíz ou Luisão, mas Garay está entre essa elite que nos deslumbra pela simplicidade de processos e pela classe que demonstra em campo. Seria importante mantê-lo pelo menos mais uma temporada, dando tempo ao recém chegado Lisandro López de entrar na equipa sem grandes pressões. No entanto todos sabemos que tal coisa será muito difícil e que Garay estará de malas feitas para outras paragens. Com muita pena, é quase impossível ao Benfica segurar os seus melhores jogadores, quando outros mercados surgem com propostas financeiras muito mais tentadoras. É preciso lembrar que somos um clube que depende das vendas para equilibrar as contas e ainda não saíu ninguém relevante. Segurar Garay seria um acto de coragem, mas também uma demonstração que estamos a atacar a nova época com ambição. Todavia outros valores se levantam...

sábado, 6 de julho de 2013

Sílvio seria uma boa opção?



É um dos nomes falados no mercado. Sílvio pode estar a caminho do Benfica. Formado no clube, sem espaço no Atlético de Madrid, será que a sua possível contratação faria sentido? Sílvio é um jogador que pode fazer as duas faixas laterais da defesa, sobretudo a direita e é alguém que tem qualidade o suficiente para fazer parte do plantel. Mas o que fazer com André Almeida, que na maioria dos jogos que foi utilizado como lateral, esteve bem nas suas prestações? E Maxi, que vem de uma época horrível, sentiria-se ameaçado com a chegada de Sílvio? A concorrência nunca é demais dentro de uma equipa, as boas soluções são sempre bem-vindas, mas tenho algumas dúvidas de que Sílvio pudesse ser o que estamos a precisar. Sobretudo quando existe um jovem talento na equipa B à espera de ser potenciado... de seu nome João Cancelo. Para quando o lateral esquerdo?

O desafio de Jesus


Qual é o grande desafio de Jesus para esta temporada que agora começa? Ganhar o campeonato? Levar o clube à conquista da taça de Portugal tantos anos depois? Reconquistar a taça da Liga? Ou fazer uma gracinha na liga dos campeões? Nenhuma das coisas acima referidas. O grande desafio de Jesus, se quiser alcançar seja o que for, é abafar o seu gigantesco ego. É o seu enorme ego, que não lhe permite ir mais além como treinador, é o seu ego, que faz com que seja sempre o centro das atenções em vez de serem os artistas do jogo, ou seja, os futebolistas. É o seu ego, que não o permite evoluír, pensando que tudo sabe e que não existe mais nada para além do seu mundo, da sua ciência do futebol. É o seu ego que chama para si todos os méritos, sacudindo os fracassos. O que fazer então?

Quem pode de alguma foram controlar isto? Quem tem a responsabilidade de chamar o treinador à razão e fazê-lo perceber que vai para três anos a perder o campeonato para os rivais de sempre? Espera aí... se calhar quem tem essa função, ou melhor, quem deveria ter, tem um ego ainda maior. O Benfica transformou-se nisto, num clube de egos, de bazófia, de arrogância, de vitórias morais. Porque razão então alguma coisa haveria de mudar esta temporada? O que nos pode fazer crer, que os mesmos erros não serão cometidos por Jesus? A sensação que dá, na maior parte das vezes, é que é o treinador que vai segurando as pontas ao presidente. É ele que dá a cara, o peito às balas. É ele que é a estrutura do futebol, em vez de ser apenas o treinador com uma estrutura por detrás.

Seja como for, Jesus iniciou agora a quinta época no Benfica. O seu saldo em títulos? Um campeonato e quatro taças da liga. Isto é suficiente para um treinador do Benfica se manter tanto tempo ao serviço do clube? A resposta lógica é, não. Porquê então continua Jesus no Benfica? Porque se existe uma coisa em que Jesus é bom, é valorizar activos (alguns... outros são simplesmente esquecidos). Com isso surgem transferências milionárias, receitas para o clube, dinheiro em caixa. Esta é a razão pela qual Vieira mantém Jesus como treinador. Porque teme que mais nenhum o treinador possa fazer isto, tão bem como ele. Os títulos esses, enquanto a massa associativa andar distraída com o "sistema", com as arbitragens, com a Benfica TV, com o novo museu, são relativizados e quase que passados para segundo plano. Jesus sabe disso e joga com isso. Qual o futuro próximo?

Não é difícil adivinhar. Estará Jesus preparado para o que aí vem? Saberá ele lidar com a primeira adversidade que surgir? A pressão existe sempre no Benfica, mas nunca ela esteve tão alta para o actual treinador como agora está. A margem de erro é reduzida, diria, quase nula. Num clube com outros valores, com outra exigência, Jesus já teria abandonado o cargo de treinador. Mas já que ficou, até que ponto os sócios do Benfica serão pacientes para com o treinador se os maus resultados aparecerem? É que no dia em que o presidente sentir que a coisa começa a ficar preta para o lado dele, será o dia em que Jesus sairá pela porta pequena do Benfica. Será uma questão de tempo isso acontecer. Mas gostaria e muito de estar equivocado... Estará Jesus preocupado com isso? Um doce para quem souber.

Os irmãos das estrelas também são contratados...



Afirmou-se Nemanja Matic, chegou Uros Matic. Contratou-se Lazar Markovic, chegou Filip Markovic. É uma nova tendência do Benfica, procurar nos genes de alguns jogadores, talento para o futuro. Quer Uros Matic quer, Filip Markovic deverão integrar a equipa B do clube. Mas qual o real sentido destas contratações? Gostaria de perceber isto. Se no caso do irmão de Matic, vejo ali alguma coisa interessante que pode ser explorada, algum talento que pode ser rentabilizado, no caso do irmão de Lazar Markovic, já não posso dizer o mesmo. É como quem vai comprar sapatos. Compras o esquerdo, trazes o direito de borla. Estas coisas na era Vieira por vezes acontecem. Quem não se lembra, embora em moldes diferentes, do pacote de cinco jogadores comprados ao Alverca? Ou então, quem não se lembra da contratação do irmão de Mário Jardel? Calma dirão alguns... pelo menos dá o benefício da dúvida. Vou dar, principalmente ao Uros Matic, mas que isto faz pouco sentido, ai isso faz...

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Jogadores portugueses e a sua formação

São muitos os benfiquistas que se queixam da ausência de jogadores portugueses do plantel. Pessoalmente sou a favor da qualidade não importando a nacionalidade, mas é verdade que as coisas podiam ser feitas de uma outra forma com vista a rentabilizar alguns bons jogadores que vão surgindo dentro de portas. Existe um certo preconceito dentro do clube na aposta de jovens valores nacionais, mas também existe alguma falta de qualidade no produto interno. Estas coisas estão ambas interligadas e para se discutir isto, temos que ir ao fundo da questão. Onde começa o problema? Difícil dizer mas podemos enumerar algumas causas.

Falemos então da formação. A formação em Portugal é mal gerida, mal preparada, mal pensada. Não existe na esmagadora maioria dos clubes um plano desde a base até à equipa principal, onde possam ser enquadrados os futuros talentos de forma gradual e com critério. É tudo feito em cima do joelho, os jogadores são muitas vezes mal trabalhados, não existe uma metodologia de treino específica que permita desenvolver de forma correcta o potencial de cada jogador. Há que lembrar também que o acompanhamento de um jovem vai além do seu valor futebolístico. É preciso também incutir-lhe valores humanos, que muitas vezes são subestimados. Depois há outro problema que é o nível competitivo. Os nossos campeonatos de formação são fracos, sem grande competitividade, sendo dessa forma natural que a passagem para o futebol sénior seja muito difícil e se revele demasiado problemática. 

Indo de encontro à realidade do Benfica, o clube tem as infra-estruturas necessárias para moldar o que de bom vai surgindo. Falta no entanto o tal plano uniformizado que permita aos jogadores crescerem com um modelo de jogo e dessa forma possam assimilar desde a base os princípios da equipa. No fundo falta uma filosofia de jogo. A equipa B é uma boa ajuda para enquadrar os jovens jogadores, para dar-lhes ritmo de competição, fazer com que possam habituar-se ao futebol de alto nível. A equipa B tem que servir sobretudo para descobrir bons jogadores para a equipa principal, não para servir de entreposto a um sem número de jogadores estrangeiros que na maior parte das vezes têm qualidade semelhante ao que produzimos no Seixal. Atenção não sou contra a incorporação de jovens talentos de outros países, sou contra isso sim, a falta de critério que é patente na aquisição desses mesmos talentos. De outra forma, o problema continuará a existir.

Por fim a aposta. Quando o produto final está quase a ser concluído e se existir qualidade nesse produto, o único erro é não se apostar nessa qualidade. E isso é vigente no Benfica. Não têm sido muitos os grandes jogadores que têm saído da formação, mas também é necessário dizer, que as oportunidades escasseiam o que torna tudo mais difícil. Mais, deita por terra o trabalho realizado no desenvolvimento de cada jogador, deita por terra o que foi investido em cada um deles. É fundamental haver uma inversão de mentalidade neste aspecto, não ter medo de lançar bons jogadores vindos da formação em detrimento de um qualquer estrangeiro que possa estar na ribalta. Se o nível for semelhante, a escolha é óbvia, ou pelo menos devia ser. Não basta dizer que vamos investir na formação. É preciso colocar isso em práctica. Estou para ver quando isso vai acontecer...

Estamos entregues à bicharada!


Jesus deu mais uma entrevista... Alguns pontos foram enumerados, algumas barbaridades foram ditas. Mas vou só focar-me na primeira que aparece na lista acima:

"Potenciar jogadores é tão importante como ganhar títulos"

A sério? A sério que um treinador do Benfica diz tal coisa? E os benfiquistas acenam com a cabeça e dizem que sim? E ficamos assim entregues à esta mentalidade derrotista? Entregues às vitórias morais? Já o tinha dito antes, a exigência no Benfica quase que acabou. Mas depois de assistir a isto daquele que comanda a equipa de futebol, chego à conclusão, de que ela foi completamente erradicada dentro do clube. E ficamos a perceber qual o verdadeiro objectivo do Benfica. Valorizar activos. Títulos? Valorizar jogadores é a mesma coisa. Estou frustrado, chocado, mas devo dizer que não estou totalmente surpreendido. Quem apoia esta mediocridade só tem o que merece. Eu digo-vos. Eu não mereço isto.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Ai o karma da última jornada...

Depois de termos perdido o campeonato, maneira de falar, em casa contra o Estoril e na penúltima jornada no dragão, era só o que faltava perdermos o campeonato na última jornada frente aos mesmos de sempre, novamente fora de casa...

O benfiquista hoje em dia está condenado a ser pessimista e tem receio de quase todos os cenários. Mas quem comanda o clube, quem treina os jogadores, quem interpreta o futebol no campo, não pode de forma alguma passar esse pessismo...

Ruben Amorim seria uma mais valia no plantel?

Faço esta pergunta, porque as opções no meio campo continuam a escassear. Amorim não é um craque, mas tem qualidade, é um jogador que faz sentido que integre o plantel do Benfica. Desde que saiba é claro que não será de todo um titular indiscutível e que será um jogador para entrar na rotação da equipa. Se não estiver disponível para isso ou se os problemas com Jesus não estiverem resolvidos, nem vale a pena pensar em Amorim. Continuando... estamos a falar de um internacional português, um jogador maduro e que está na plenitude das suas faculdades enquanto jogador. Se existir consenso entre aquilo que o clube ambiciona dele e aquilo que o jogador ambiciona do Benfica, então seria um erro não incorporá-lo no plantel de 2013/2014. Lembro-me do papel que teve na conquista do último título. Sem ser um jogador indiscutível, longe disso, esteve quase sempre bem, sempre que foi chamado à equipa. E isso não pode ser negado. O Benfica não precisa sempre, de procurar soluções para colmatar as lacunas do plantel fora da nossa realidade. Tem que saber olhar para dentro, tentar rentabilizar o que de bom existe nos nossos quadros. Investir no que é nosso, tirar proveito do que temos.

Que Luís Filipe Vieira vamos ter nesta época?


É uma pergunta retórica atenção, já sei a resposta. Ainda assim, vou fazer-me de inocente... Que Luís Filipe Vieira vamos ter nesta nova época? Mais do mesmo? Mais discursos populistas e demagogos, mais promessas vãs e sem sentido, mais areia para os olhos dos adeptos? Saberá proteger a equipa quando ela assim o precisar? Saberá defender o clube dos ataques orquestrados dos de sempre? Será que nos momentos cruciais, vai saber estar ao lado do plantel, em vez de estar em viagens por esse mundo fora? Será que vai saber domesticar Jesus e protegê-lo do seu ego? Será que vai dar ao treinador todas as condições para este ter sucesso? Será que vai aparecer quase exclusivamente no momento das vitórias e desaparecer nos momentos das derrotas? Depois de 11 anos será mesmo difícil saber a resposta a todas estas questões? O maior cego é aquele que não quer ver.

Não nego as coisas positivas que Vieira tem feito dentro do Benfica. Tem méritos e são indiscutíveis. O rompimento com a Olivedesportos e a transmissão dos jogos do clube em casa, na Benfica TV foi um acto inovador e que revelou astúcia muitas vezes anteriormente perdida. Isto apenas para dar um exemplo. Mas do que vive um clube como o Benfica? O que fica marcado nas gerações futuras? O que fica verdadeiramente na história? O que fomenta a mística de um clube que se diz grande? Títulos. Conquistas. E nesse aspecto a presidência de Vieira tem sido um fracasso no que ao futebol diz respeito. É preciso dizer as coisas, como elas são. Primeiro era o mandato da credibilização, depois o mandato da recuperação financeira, agora o mandato desportivo... é preciso dar tempo... Roma não se fez num dia... os títulos virão naturalmente, muitos afirmam com a boca cheia...

Meus amigos, os títulos, para quem não sabe não aparecem naturalmente. Aparecem pela competência. Aparecem pelo trabalho bem efectuado dentro de campo e fora dele (ainda mais num campeonato com as particularidades do nosso). Os titulos são fruto de todo um planeamento desportivo que começa muito antes do presente em que vivemos. E a gestão desportiva do plantel, a forma como constantemente se cometem erros, torna tudo mais difícil e afasta o clube do seu lugar por direito. Porquê agora iria mudar? O que alguém me poderá dizer que me faça pensar que estamos no caminho certo a nível desportivo? Que argumentos têm para me dar que me convençam de que agora é que é?

Lanço o desafio, quem quiser responder que responda.