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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Luisão, Lisandro, Steven, Mitrovic, Jardel serão suficientes?

Garay como seria esperado vai embora. O nosso melhor jogador no centro da defesa vai partir rumo a outras paragens, seria sempre uma questão de tempo. O que nos leva à seguinte questão? Os outros jogadores que o Benfica actualmente dispõe são suficientes para garantir a qualidade necessária para à equipa? Luisão está na fase descendente da sua carreira. Ainda é um jogador que oferece um bom nível, pela sua experiência mas a cada ano que passa, vai-se percebendo que é tempo de acautelar o futuro. Lisandro chegou agora, é um central que vem de outra realidade e teremos de esperar para perceber se não vai sentir dificuldades na adaptação ao ritmo europeu. Steven foi contratado ao Estoril, mas poucos acreditarão que possa ser uma solução constante no eixo da defesa, já que a dupla titular deverá ser Luisão/Lisandro. Mitrovic é um jogador desconhecido, mas com características interessantes, no entanto é ainda uma incógnita e só com o passar do tempo poderemos tirar as dúvidas. Jardel está mais perto de sair do que de ficar, pelo que se impõe perguntar? É suficiente? Estamos mais fortes ou mais fracos?

A transformação de Enzo


Enzo Pérez foi contratado ao Estudiantes e vinha rotulado de um jogador com grande categoria, se bem que se pensava nele sobretudo como médio ala. No entanto a sua permanência no clube não foi duradora, após uma lesão e uma difícil adaptação ao Benfica, em Janeiro voltou para a argentina e para a equipa de onde tinha vindo anteriormente. Parecia que ia ser mais um caso perdido, mais um activo que poderia perder-se de empréstimo em empréstimo, se bem que este activo tivesse uma qualidade inquestionável. Felizmente que isso não aconteceu.

Iniciava então a época de 2011/2012 e o Benfica tinha acabado de vender Javi Garcia e Witsel, sendo que o belga foi vendido depois do mês de Agosto. Jesus tinha que jogar com o que tinha e apostou em Enzo para a zona central do meio campo e em Matic para o lugar de Javi. Estava assim encontrado o novo meio campo do Benfica que tão bem deu conta do recado durante a época. Enzo adaptou-se à nova posição de forma rápida e cedo fez esquecer Witsel. Jogador inteligente com ou sem bola, bom condutor de jogo, forte na marcação, dinâmico nas suas movimentações, tornou-se por direito próprio, uma das peças fundamentais da equipa, uma das pedras basilares do plantel. E agora dificilmente imaginamos um onze do Benfica, sem Enzo Pérez. Uma história com final feliz. Jesus teve o mérito nesta situação.

domingo, 14 de julho de 2013

Djuricic é O Reforço



É daqueles jogadores que não engana. O toque de bola, a forma como se movimenta, a visão de jogo, torna-o num jogador com características muito peculiares e que não se encontram muito por essa europa fora. Djuricic é a grande contratação até ao momento do Benfica e será um dos jogadores determinantes na nova época que agora inicia. Se tudo correr normalmente, se estiver afastado das lesões, será rapidamente um das peças fundamentais da equipa e o jogador à volta do qual o jogo ofensivo vai girar. Jesus descreve-o como um 9,5, Djuricic assume-se como um clássico 10, mas eu acho que ele enquadra-se entre uma coisa e outra.


Percebe-se cada vez mais que o sistema de dois avançados vai ser abandonado, ou ou pelo menos, não utilizado com a mesma frequência da época passada e que Djuricic será muitas vezes o terceiro elemento do meio campo, à frente de Matic (se não saír entretanto) e de Enzo Pérez. E para além das características já anunciadas, é preciso notar que é alguém que tem um bom sentido de baliza, que sente-se à vontade com o golo, pelo que ganhamos não só um constructor de jogo, como também mais uma seta apontada às balizas contrárias. Podem depois vir buscar este post. Djuricic dificilmente ficará mais do que um ano no Benfica.

Urreta é para ficar e ser mais utilizado...



Urreta tem sido um caso difícil de entender desde que chegou ao Benfica. Na Luz teve poucas oportunidades, mas das poucas que teve, deixou boa impressão. Durante os seus sucessivos empréstimos, ora por lesões, ora por conflitos com o treinador (como aconteceu no Corunha), não brilhou por aí além. Mas se olharmos a cru para ele, com olhos de ver, percebemos que é um jogador com talento e que se for realmente aposta, pode ser uma mais valia para a equipa. Relembro que Urreta foi redescoberto por Jesus, depois da saída de Nolito para o Granada na temporada anterior e que foi aparecendo a conta gotas até ao final da época


É verdade que o Benfica está bem servido de soluções com qualidade para as alas. Sálvio, Gaitán (que pode e deve jogar mais vezes no centro), Markovic, Sulejmani e Ola John (embora este tenha ainda muito que crescer), dão garantias ao treinador de rodar o plantel sem se notar grande quebra de rendimento. E nesta perspectiva, percebe-se que Urreta terá poucas chances co clube para mostrar o seu valor, mas ainda assim, deve ser encarado como uma boa opção para as faixas laterais do ataque. Pode-se por o caso de voltar a ser emprestado para jogar com regularidade, mas pelas experiências anteriores que o jogador teve, se calhar o melhor é mesmo ficar no plantel e lutar por um lugar, ainda que seja muito difícil ter o seu espaço na equipa. Cabe o treinador saber gerir isto e tirar o melhor de cada jogador.

sábado, 13 de julho de 2013

Mais uma renovação sem sentido...


Amorim poderá estar prestes a renovar pelo Benfica.... Lembro que não há muito tempo renovou contracto e foi emprestado ao Sporting de Braga por época e meia. Defendo que é um jogador que tem qualidade para integrar o plantel e que será uma opção muito válida para a rotação do mesmo. Mas espero que este... e vou classificar assim, rumor sobre a sua renovação não passe disso e que não cometamos o erro que foi cometido com Carlos Martins na temporada anterior, onde se renovou com um jogador que hoje em dia, não tem lugar no plantel, no caso específico de Martins, por variados motivos, entre eles as lesões. Ruben Amorim, deve sim ser encarado como uma peça útil dentro da equipa, deve ser valorizado por tal factor, mas daí a renovar-lhe o contracto, vai uma larga distância. No mínimo, não é a melhor altura para pensar nisso. No mínimo. No máximo, é uma péssima ideia.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

O misterioso caso de Oblak

Oblak anda desaparecido... restam algumas dúvidas sobre a validade do seu contracto. Não estamos a falar de um jogador qualquer, estamos a falar de um guarda redes com um potencial tremendo e que tem tudo para se tornar num fora de série das balizas, digo-o sem qualquer receio. Tudo isto cheira mal... parece-me que os rivais do norte andam a lançar a isca a ver se pescam alguma coisa. O que irá o Benfica fazer perante isto? Que precauções estão a ser tomadas para impedir que mais uma facada no Benfica esteja prestes a ser desferida pelos do costume?

O perfil de Bruno Cortez



Está aí o novo lateral esquerdo do Benfica. Não é um jogador que a maioria dos benfiquistas conheça, pelo que faz sentido tentar perceber que tipo de jogador é ele. Em primeiro lugar, Cortez tem um percurso diferente de grande parte dos futebolistas, ou seja, é um jogador que não teve formação em nenhum clube, apareceu para a ribalta jogando em pequenos clubes do Rio de Janeiro até ser contratado pelo Botafogo, onde teve uma ascensão meteórica que lhe permitiu chegar à selecção brasileira. Em pouco tempo passou de um completo desconhecido a uma das grandes revelações do campeonato brasileiro. Posteriamente foi contratado pelo São Paulo em 2012, onde no seu ano de estreia, foi o jogador mais utilizado pelo clube paulista e uma das peças mais influentes da equipa. Mas do céu ao inferno, foi um instante e no ano seguinte após a eliminação da Libertadores e no campeonato paulista, Cortez foi colocado à margem do grupo e avaliado como um jogador transferível. É neste cenário que aparece o Benfica...


Adiante. Que tipo de lateral é então Bruno Cortez? Vou começar pelos pontos positivos. Ofensivamente é um jogador muito acutilante, possuidor de uma boa velocidade e capacidade técnica que lhe permite causar desequilíbrios no um para um. É o tipo de lateral que com sente-se à vontade com a bola nos pés, que não tem receio em subir pelo flanco, que procura a linha de fundo, tentando fazer uso da sua boa capacidade de cruzamento. E é justamente isto que deve atrair Jesus, alguém que consegue dar profundidade ofensiva à equipa, que tem a facilidade de combinar com o extremo, imprimindo maior ritmo de jogo ao ataque, mas ao mesmo tempo, imprevisibilidade nas suas acções, dificultando as marcações da equipa adversária. É sobretudo isso que Jesus procura num lateral, se souber defender tanto melhor. E talvez venha daí a adaptação falhada de Melgarejo...

Pontos menos fortes? Aqui é justamente onde surge a grande ressalva em relação a Bruno Cortez. Não é um jogador especialmente forte nas marcações, denota por vezes alguma incapacidade para manter o mesmo nível de concentração durante um jogo. Consegue ter uma boa dose de agressividade na disputa dos lances, mas talvez por ter sido um jogador sem base no que toca à formação, é algo selvagem na forma como encara os processos defensivos. Sem bola, é um jogador que precisa assimilar ainda algumas coisas, como por exemplo o seu posicionamento. Muitas vezes só tem olhos para a bola e não tanto para a movimentação dos jogadores que tem pela sua frente, o que naturalmente tem as suas desvantagens. Jesus terá algum trabalho pela frente para desenvolver o potencial deste jogador, ainda que estejamos a falar de alguém com 26 anos de idade e que agora vai vivenciar, a sua primeira experiência no futebol europeu. Uma contratação de risco.

No entanto, é preciso dizer que Cortez tem qualidade e é uma mais valia ao que temos actualmente. Isso não significa necessariamente que seja o que precisamos, mas neste caso específico, apesar de ser uma aposta arriscada (pelas razões já explicadas), consigo perceber o critério na contratação. Se me perguntassem... era este que ias buscar para a lateral esquerda? Eu diria que tinha uns quatro ou cinco nomes, no mínimo, à sua frente. Mas não posso deixar de dizer, que apesar de todas as vicissitudes, é um jogador que aprecio e que vai pelo seu tipo de futebol, agradar a muita gente. Mas nunca esquecendo, que a principal função de um lateral, em primeiro lugar, antes de tudo mais, é defender. O resto vem por acréscimo.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

José Veiga, persona non grata



Vieira trouxe Veiga para o clube, num tempo de vacas magras. Um tempo onde não existia a capacidade por parte do clube de investir no mercado, como o faz agora. Como todos, fez umas coisas boas, outras más, mas posteriormente abandonou o clube e distanciou-se de Vieira de forma incontornável. O seu passado levanta muitas dúvidas à maioria dos benfiquistas, nomeadamente as suas conexões com o rival do norte. Mas penso que poucos duvidarão do conhecimento que José Veiga tem dos bastidores do futebol português, da forma como está por dentro do tipo de jogadas sujas dos de sempre. Quem depois de Veiga, defendeu o clube desses esquemas? Será que não está aqui um dos grandes erros da gestão de Vieira? Uma estrutura orfã de alguém que saiba lidar com tudo o que se passa fora de campo?


O campeonato português tem muitas especificidades. O jogo jogado, infelizmente não se limita ao que se passa dentro das quatro linhas. As constantes pressões sobre a arbitragem, através de quem todos sabemos, trazem os seus resultados época após época. O que faz o Benfica para impedir isto? O que vimos nós por exemplo na temporada passada? Uma conferência de imprensa totalmente inapropriada perto do final da temporada, quando pensavam que o campeonato estava já ganho, o que se revelou um grave erro. E antes disso, onde estavam os nossos dirigentes, quando foi necessário defender o clube dos constantes ataques articulados por Pinto da Costa e seus vassalos? Estavam calados, quando deviam saber protestar. E depois estavam a falar, quando deviam saber estar em silêncio. Não existe de forma alguma, uma estratégia dentro do clube que permita evitar que esses ataques, essas pressões, atinjam o fim que lhes são propostos.

Não quero que o Benfica utilize os mesmos métodos do Porto. Nunca. Quero é alguém que consiga sabotar esses métodos à nascença, que saiba o que é preciso para eliminar pela base qualquer tipo de jogada suja com vista a enfraquecer o Benfica. E por isso o digo, com toda a frontalidade. Os benfiquistas precisam perder o estereotipo que criaram à volta de José Veiga. Os benfiquistas precisam voltar a ter uma cultura de exigência, uma filosofia de vitória, precisam ter dirigentes que lutem pelo Benfica até a exaustão. Percebo quem me possa dizer que não quer Veiga no Benfica, porque preferiam um outro perfil de dirigente, no que toca a gestão desportiva. Mas não percebo aqueles que odeiam Veiga, apenas porque Vieira fechou-lhe a porta, entrando para uma espécie de lista negra.. Porque isso não faz sentido algum. Principalmente quando na actual direcção fazem parte elementos que um dia estiveram do outro lado da barricada, ou seja, foram opositores de Vieira.

Alguém acredita que o Benfica saberá reagir na época que agora iniciou aos esquemas sujos e por demais conhecidos do FC Porto? Não está por demais evidente que falta dentro da estrutura (que é débil), alguém que se oponha a esta podridão que está instalada dentro do futebol português? Mas que se oponha na práctica, não apenas na teoria. E aí meus amigos, não vejo ninguém melhor que José Veiga para desempenhar esse papel. Estou consciente de que o seu regresso ao Benfica não acontecerá pelas mãos de Vieira. Estou consciente de que a nação benfiquista olha para ele de lado. Estou consciente de que podem existir outras pessoas que poderão desempenhar essa tarefa. Mas não estou nada convencido de que, quem de direito saberá encontrar quem faça tal coisa. José Veiga para mim nunca foi persona non grata. Nunca foi também uma espécie de salvador. Mas foi o único na era Vieira que soube enfrentar o Porto e colocá-los no seu sítio.

Jardel de saída?

Jardel não é um jogador que prime pela classe na forma como joga, não é um predestinado para a posição de defesa central, mas é um jogador que tem qualidade o suficiente para fazer parte do plantel. Demonstrou na época passada que pode fazer bem o lugar, mas também parece-me óbvio de que é algo curto para aquilo que deve ser um titular do Benfica. Com as chegadas de Lisandro, Mitrovic e Steven Vitória, torna-se evidente que o seu espaço no clube diminuiu de forma drástica. O que fazer então? Terá mercado o suficiente para aparecer uma boa proposta pelo seu passe? E que proposta seria essa que faria Jesus abdicar dos seus serviços? Tudo o que fosse acima dos três milhões de euros, o Benfica na minha óptica devia aceitar. Mas se nada disso acontecer e Jardel permanecer no clube, então terá que se fazer à vida e lutar por um lugar na rotação do plantel. É sobre este ponto de vista que encaro o brasileiro, um jogador para ocupar aqui e ali a vaga dos titulares. Mas Jardel pode querer outras coisas para o seu futuro. Pode querer jogar com outra regularidade. E face ao cenário actual, duvido que tal venha a acontecer na próxima temporada. Acredito que até ao final do mercado, haverão novidades...

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Artur merece mais uma chance no Benfica?



Ainda escrevo um pouco a quente do que se passou na temporada passada. Artur realizou uma época irregular com erros graves em alguns jogos decisivos, prejudicando com isso a equipa. É verdade que os erros num guarda redes saltam mais à vista do que os erros de um avançado, mas não é menos verdade que na posição específica de Artur e jogando num clube com as aspirações do Benfica, o jogador tem que estar preparado para intervir poucas vezes mas com critério. Não existem jogadores perfeitos, todos cometem erros, mas a diferença entre um grande guardião das balizas e os outros, é que os fora de série nos momentos decisivos fazem a diferença. Os grande guarda redes erram menos. E Artur, tem que ser dito com toda a clareza, não é, nem de longe, nem de perto, um fora de série.


Porquê então a aposta em Artur mais uma temporada? Se calhar, porque Jesus acredita no seu valor e pensará que tudo não terá passado de meras infelicidades. Se assim for e espero que não seja, então o treinador devia saber que no futebol as coincidências são poucas e quando a mesma coisa, se repete no tempo vezes a mais, alguma coisa está errado. Podemos encarar as coisas sob uma outra perspectiva. Artur não tem concorrência à altura no Benfica e sabe que o lugar das balizas é seu por direito, o que o faz relaxar demasiado. Consigo perceber este argumento até um certo ponto. Lembro-me que com Eduardo no clube, Artur foi um pouco mais regular, transmitiu mais segurança aos seus companheiros. Mas também esteve mal em algumas ocasiões. Não acho que seja totalmente por aí, embora concorde que devia ter maior concorrência. O que me leva a Oblak.

Jesus acredita no talento de Oblak, mas ao mesmo tempo diz que ele não está pronto para a baliza do Benfica, que é necessário um guarda redes mais experiente. Eu pergunto, que experiência consolidada, tinham Júlio César e Roberto quando foram contratados? Alguma coisa não bate certo aqui. Mais... Jesus pelos vistos também não sabe que Oblak pode entrar nas contas dos jogadores formados em Portugal. Mais ainda... Jesus parece ainda não ter percebido que o esloveno deveria estar no actual plantel e discutir a titularidade com Artur, promotendo uma saudável luta pela titularidade. E se fosse caso disso, como acredito que seria, não ter medo de entregar a baliza ao jovem guarda redes que actuou na época passada no Rio Ave. Tudo isto está a ser mal gerido na minha opinião. Tudo isto revela uma vez mais que o Benfica toma vezes demais as decisões erradas sobre a gestão do plantel. Ou então estarei eu errado e quem de direito, certo. Espero que sim.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Hugo Almeida? Não, obrigado



Outro dos nomes recentemente falados como possível reforço do Benfica. Hugo Almeida poderia chegar para preencher a vaga deixada por Cardozo. Sinceramente espero que isto não passe de mais um simples rumor, porque com todo o respeito que tenho para com Hugo Almeida, não vejo nele capacidade para ser o ponta de lança de uma equipa como o Benfica. Falta-lhe o essencial, instinto matador, golos. Se o Benfica quer realmente contratar um jogador para o lugar de Tacuara, então que venha realmente uma mais valia e não apenas um jogador para fazer de conta.

O meu presente de natal: Lateral esquerdo

Passam os dias mas a indefinição no que toca à lateral esquerda permanece. Certo é que Luisinho estará de saída e que Melgarejo deverá integrar o plantel, apesar de todos sabermos que é um jogador curto para a posição, embora possa naturalmente evoluír. A mais do que possível chegada de Sílvio poderá resolver o problema? Penso que apenas adiaria o problema e que a solução continuaria por encontrar, uma espécie de fuga para a frente. Precisamos para essa posição de um jogador com qualidade inquestionável, canhoto de preferência, pois Lahm´s não existem aos montes. Será que não existem jogadores ao alcance do Benfica que permitiram colmatar essa lacuna? Será que vamos continuar com um défice nessa posição?

aqui referi algumas boas opções para o lugar. O facto de se poder dizer que o dinheiro não abunda não pode servir de desculpa para seja o que for. Há que ser criterioso no ataque às falhas latentes no plantel. A época já arrancou e o que se vê é alguma desorganização, como quase sempre tem existido, no planeamento desportivo. É certo que o mercado está longe de fechar e que ainda haverá tempo para contratar um jogador que acrescente qualidade à equipa, mas os motivos para preocupação existem e os sinais recentes, não nos permitem estar muito optimistas. Não quero acreditar que depois de tudo o que aconteceu na temporada transacta, que vamos atacar a nova época com desequilíbrios evidentes no plantel.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Qual será o papel de Gaitán?


Chegou Markovic e Sulejmani para as alas. Djuricic para o nove e meio como afirmou Jesus. Gaitán deverá permanecer no plantel do Benfica e ainda bem que é assim. Isto porque desta forma, permite a quem chega ir crescendo dentro do clube, tendo mais tempo para adaptarem-se à uma nova realidade. Nico é um jogador de grande qualidade, alguém que tem nos seus pés, a capacidade de desequilibrar um jogo através de um rasgo individual, alguém que não tem receio em ir para cima dos adversários em busca de algo que possa ser útil à equipa. No entanto peca por alguma irregularidade, não tem conseguido ser consistente nas suas exibições, mas acrescenta muito à equipa e por isso a sua possível permanência, será uma boa notícia e permitirá ao treinador ter mais opções, tornando o jogo da equipa mais imprevisível. Aliás essa será uma das grandes vantagens que Jesus terá esta temporada... do meio campo para a frente, para as faixas laterais ou para o ataque, as soluções abundam. Boas soluções e com diferentes características.


domingo, 7 de julho de 2013

Saída de Garay é inevitável?


Parece ser uma questão de tempo até o central argentino deixar a luz. Sem quaisquer margem para dúvidas foi um dos melhores centrais a passar pelo Benfica nos últimos anos. Lembro-me de Ricardo Gomes, Aldaír, Mozer, Gamarra, David Luíz ou Luisão, mas Garay está entre essa elite que nos deslumbra pela simplicidade de processos e pela classe que demonstra em campo. Seria importante mantê-lo pelo menos mais uma temporada, dando tempo ao recém chegado Lisandro López de entrar na equipa sem grandes pressões. No entanto todos sabemos que tal coisa será muito difícil e que Garay estará de malas feitas para outras paragens. Com muita pena, é quase impossível ao Benfica segurar os seus melhores jogadores, quando outros mercados surgem com propostas financeiras muito mais tentadoras. É preciso lembrar que somos um clube que depende das vendas para equilibrar as contas e ainda não saíu ninguém relevante. Segurar Garay seria um acto de coragem, mas também uma demonstração que estamos a atacar a nova época com ambição. Todavia outros valores se levantam...

sábado, 6 de julho de 2013

Sílvio seria uma boa opção?



É um dos nomes falados no mercado. Sílvio pode estar a caminho do Benfica. Formado no clube, sem espaço no Atlético de Madrid, será que a sua possível contratação faria sentido? Sílvio é um jogador que pode fazer as duas faixas laterais da defesa, sobretudo a direita e é alguém que tem qualidade o suficiente para fazer parte do plantel. Mas o que fazer com André Almeida, que na maioria dos jogos que foi utilizado como lateral, esteve bem nas suas prestações? E Maxi, que vem de uma época horrível, sentiria-se ameaçado com a chegada de Sílvio? A concorrência nunca é demais dentro de uma equipa, as boas soluções são sempre bem-vindas, mas tenho algumas dúvidas de que Sílvio pudesse ser o que estamos a precisar. Sobretudo quando existe um jovem talento na equipa B à espera de ser potenciado... de seu nome João Cancelo. Para quando o lateral esquerdo?

O desafio de Jesus


Qual é o grande desafio de Jesus para esta temporada que agora começa? Ganhar o campeonato? Levar o clube à conquista da taça de Portugal tantos anos depois? Reconquistar a taça da Liga? Ou fazer uma gracinha na liga dos campeões? Nenhuma das coisas acima referidas. O grande desafio de Jesus, se quiser alcançar seja o que for, é abafar o seu gigantesco ego. É o seu enorme ego, que não lhe permite ir mais além como treinador, é o seu ego, que faz com que seja sempre o centro das atenções em vez de serem os artistas do jogo, ou seja, os futebolistas. É o seu ego, que não o permite evoluír, pensando que tudo sabe e que não existe mais nada para além do seu mundo, da sua ciência do futebol. É o seu ego que chama para si todos os méritos, sacudindo os fracassos. O que fazer então?

Quem pode de alguma foram controlar isto? Quem tem a responsabilidade de chamar o treinador à razão e fazê-lo perceber que vai para três anos a perder o campeonato para os rivais de sempre? Espera aí... se calhar quem tem essa função, ou melhor, quem deveria ter, tem um ego ainda maior. O Benfica transformou-se nisto, num clube de egos, de bazófia, de arrogância, de vitórias morais. Porque razão então alguma coisa haveria de mudar esta temporada? O que nos pode fazer crer, que os mesmos erros não serão cometidos por Jesus? A sensação que dá, na maior parte das vezes, é que é o treinador que vai segurando as pontas ao presidente. É ele que dá a cara, o peito às balas. É ele que é a estrutura do futebol, em vez de ser apenas o treinador com uma estrutura por detrás.

Seja como for, Jesus iniciou agora a quinta época no Benfica. O seu saldo em títulos? Um campeonato e quatro taças da liga. Isto é suficiente para um treinador do Benfica se manter tanto tempo ao serviço do clube? A resposta lógica é, não. Porquê então continua Jesus no Benfica? Porque se existe uma coisa em que Jesus é bom, é valorizar activos (alguns... outros são simplesmente esquecidos). Com isso surgem transferências milionárias, receitas para o clube, dinheiro em caixa. Esta é a razão pela qual Vieira mantém Jesus como treinador. Porque teme que mais nenhum o treinador possa fazer isto, tão bem como ele. Os títulos esses, enquanto a massa associativa andar distraída com o "sistema", com as arbitragens, com a Benfica TV, com o novo museu, são relativizados e quase que passados para segundo plano. Jesus sabe disso e joga com isso. Qual o futuro próximo?

Não é difícil adivinhar. Estará Jesus preparado para o que aí vem? Saberá ele lidar com a primeira adversidade que surgir? A pressão existe sempre no Benfica, mas nunca ela esteve tão alta para o actual treinador como agora está. A margem de erro é reduzida, diria, quase nula. Num clube com outros valores, com outra exigência, Jesus já teria abandonado o cargo de treinador. Mas já que ficou, até que ponto os sócios do Benfica serão pacientes para com o treinador se os maus resultados aparecerem? É que no dia em que o presidente sentir que a coisa começa a ficar preta para o lado dele, será o dia em que Jesus sairá pela porta pequena do Benfica. Será uma questão de tempo isso acontecer. Mas gostaria e muito de estar equivocado... Estará Jesus preocupado com isso? Um doce para quem souber.

Os irmãos das estrelas também são contratados...



Afirmou-se Nemanja Matic, chegou Uros Matic. Contratou-se Lazar Markovic, chegou Filip Markovic. É uma nova tendência do Benfica, procurar nos genes de alguns jogadores, talento para o futuro. Quer Uros Matic quer, Filip Markovic deverão integrar a equipa B do clube. Mas qual o real sentido destas contratações? Gostaria de perceber isto. Se no caso do irmão de Matic, vejo ali alguma coisa interessante que pode ser explorada, algum talento que pode ser rentabilizado, no caso do irmão de Lazar Markovic, já não posso dizer o mesmo. É como quem vai comprar sapatos. Compras o esquerdo, trazes o direito de borla. Estas coisas na era Vieira por vezes acontecem. Quem não se lembra, embora em moldes diferentes, do pacote de cinco jogadores comprados ao Alverca? Ou então, quem não se lembra da contratação do irmão de Mário Jardel? Calma dirão alguns... pelo menos dá o benefício da dúvida. Vou dar, principalmente ao Uros Matic, mas que isto faz pouco sentido, ai isso faz...

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Jogadores portugueses e a sua formação

São muitos os benfiquistas que se queixam da ausência de jogadores portugueses do plantel. Pessoalmente sou a favor da qualidade não importando a nacionalidade, mas é verdade que as coisas podiam ser feitas de uma outra forma com vista a rentabilizar alguns bons jogadores que vão surgindo dentro de portas. Existe um certo preconceito dentro do clube na aposta de jovens valores nacionais, mas também existe alguma falta de qualidade no produto interno. Estas coisas estão ambas interligadas e para se discutir isto, temos que ir ao fundo da questão. Onde começa o problema? Difícil dizer mas podemos enumerar algumas causas.

Falemos então da formação. A formação em Portugal é mal gerida, mal preparada, mal pensada. Não existe na esmagadora maioria dos clubes um plano desde a base até à equipa principal, onde possam ser enquadrados os futuros talentos de forma gradual e com critério. É tudo feito em cima do joelho, os jogadores são muitas vezes mal trabalhados, não existe uma metodologia de treino específica que permita desenvolver de forma correcta o potencial de cada jogador. Há que lembrar também que o acompanhamento de um jovem vai além do seu valor futebolístico. É preciso também incutir-lhe valores humanos, que muitas vezes são subestimados. Depois há outro problema que é o nível competitivo. Os nossos campeonatos de formação são fracos, sem grande competitividade, sendo dessa forma natural que a passagem para o futebol sénior seja muito difícil e se revele demasiado problemática. 

Indo de encontro à realidade do Benfica, o clube tem as infra-estruturas necessárias para moldar o que de bom vai surgindo. Falta no entanto o tal plano uniformizado que permita aos jogadores crescerem com um modelo de jogo e dessa forma possam assimilar desde a base os princípios da equipa. No fundo falta uma filosofia de jogo. A equipa B é uma boa ajuda para enquadrar os jovens jogadores, para dar-lhes ritmo de competição, fazer com que possam habituar-se ao futebol de alto nível. A equipa B tem que servir sobretudo para descobrir bons jogadores para a equipa principal, não para servir de entreposto a um sem número de jogadores estrangeiros que na maior parte das vezes têm qualidade semelhante ao que produzimos no Seixal. Atenção não sou contra a incorporação de jovens talentos de outros países, sou contra isso sim, a falta de critério que é patente na aquisição desses mesmos talentos. De outra forma, o problema continuará a existir.

Por fim a aposta. Quando o produto final está quase a ser concluído e se existir qualidade nesse produto, o único erro é não se apostar nessa qualidade. E isso é vigente no Benfica. Não têm sido muitos os grandes jogadores que têm saído da formação, mas também é necessário dizer, que as oportunidades escasseiam o que torna tudo mais difícil. Mais, deita por terra o trabalho realizado no desenvolvimento de cada jogador, deita por terra o que foi investido em cada um deles. É fundamental haver uma inversão de mentalidade neste aspecto, não ter medo de lançar bons jogadores vindos da formação em detrimento de um qualquer estrangeiro que possa estar na ribalta. Se o nível for semelhante, a escolha é óbvia, ou pelo menos devia ser. Não basta dizer que vamos investir na formação. É preciso colocar isso em práctica. Estou para ver quando isso vai acontecer...

Estamos entregues à bicharada!


Jesus deu mais uma entrevista... Alguns pontos foram enumerados, algumas barbaridades foram ditas. Mas vou só focar-me na primeira que aparece na lista acima:

"Potenciar jogadores é tão importante como ganhar títulos"

A sério? A sério que um treinador do Benfica diz tal coisa? E os benfiquistas acenam com a cabeça e dizem que sim? E ficamos assim entregues à esta mentalidade derrotista? Entregues às vitórias morais? Já o tinha dito antes, a exigência no Benfica quase que acabou. Mas depois de assistir a isto daquele que comanda a equipa de futebol, chego à conclusão, de que ela foi completamente erradicada dentro do clube. E ficamos a perceber qual o verdadeiro objectivo do Benfica. Valorizar activos. Títulos? Valorizar jogadores é a mesma coisa. Estou frustrado, chocado, mas devo dizer que não estou totalmente surpreendido. Quem apoia esta mediocridade só tem o que merece. Eu digo-vos. Eu não mereço isto.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Ai o karma da última jornada...

Depois de termos perdido o campeonato, maneira de falar, em casa contra o Estoril e na penúltima jornada no dragão, era só o que faltava perdermos o campeonato na última jornada frente aos mesmos de sempre, novamente fora de casa...

O benfiquista hoje em dia está condenado a ser pessimista e tem receio de quase todos os cenários. Mas quem comanda o clube, quem treina os jogadores, quem interpreta o futebol no campo, não pode de forma alguma passar esse pessismo...